Os efeitos da Vitamina D na terceira idade e para hipertrofia Muscular

(Foto: Reprodução/ Pinterest)

A deficiência de vitamina D tem relação com a saúde óssea. De acordo com o Nutricionista Hugo Comparotto, “considerando a saúde musculoesquelética de idosos, este tema vem ganhando grande destaque na ciência desde meados dos anos 2.000, mostrando melhora no funcionamento neuromuscular, resultando em melhor tempo de reação, equilíbrio e força muscular, quando se tem níveis mais adequados de vitamina D. A maioria dos estudos, tanto com idosos e praticantes de atividade física ou atletas, mostram esta relação positiva entre a vitamina D e o aumento de força muscular, o que podemos extrapolar para hipertrofia, já que o processo de ganho de força, com treino individualizado e direcionado, pode levar ao aumento de massa muscular ou hipertrofia”.

Os receptores da vitamina D em quase todos os tecidos do nosso corpo, incluindo o músculo esquelético. O nutricionistas explica: “a contribuição da Vitamina D no processo hipertrófico está relacionada ao aumento da força muscular, redução de dores musculares, tempo de recuperação, auxílio no bom equilíbrio hormonal e participação no processo de produção de hormônios relacionados a síntese proteica, ou seja, hormônios anabólicos como a testosterona, podendo resultar na melhora da performance e hipertrofia muscular. Constatamos isso principalmente na população idosa, onde observa-se uma melhora na função neuromuscular com a suplementação de Vitamina D, prevenindo perda de força e massa muscular e, assim, quedas ou fraturas, possibilitando melhor qualidade de vida e independência para essa população”.

Dicas valiosas

“Para produzir adequadamente vitamina D, é necessário tomar sol durante pelo menos 15 minutos para peles claras e de 45 minutos a 1 hora para peles escuras. O banho de sol deve ser feito ao ar livre, com o máximo de pele exposta e sem barreiras, para que os raios UVB atinjam diretamente a maior quantidade de pele possível. Bebês e idosos também precisam tomar banho de sol diariamente para prevenir deficiências de vitamina D. Deve-se ter especial atenção com os idosos, pois eles precisam de pelo menos 20 minutos ao sol para produzir quantidades adequadas dessa vitamina”, orienta Hugo.

De acordo com o nutricionista, “para prevenção da deficiência de vitamina D em pessoas saudáveis as recomendações sugerem uma ingestão de vitamina D de 200 UI/dia para crianças e adultos de até 50 anos de idade, 400 UI/dia para adultos de 51 a 70 anos de idade e 600 UI para adultos de 71 anos ou mais, níveis que podem ser atingidos via alimentação. No entanto, alguns estudos sugerem também que esta recomendação é baixa e consideram que crianças e adultos sem exposição solar adequada, consumam entre 800 a 1000 UI/dia para atingir níveis adequados de vitamina D, o que  dificultaria a ingestão via dieta, mesmo que alguns alimentos hoje em dia são enriquecidos com vitamina D. Acho pouco provável também que a maioria das pessoas consiga tratar deficiências de vitamina D via alimentação, sendo que as maiores fontes naturais são alimentos de origem marinha incluindo salmão, sardinha, cavala, atum, óleo de fígado de bacalhau e cogumelos shitake, que não são consumidos com grande frequência no hábito alimentar do brasileiro”, destaca.

** Hugo Comparotto é formado em Nutrição e Metabolismo pela FMRP – USP. Especialista em Obesidade e Emagrecimento pela Universidade Gama Filho.