Segurança alimentar entra para prioridade do brasileiro

Segundo pesquisa da consultoria Euromonitor, o mercado de alimentação saudável praticamente dobrou no Brasil nos últimos cinco anos – 98% de aumento nas vendas; enquanto os alimentos convencionais ficaram em 67%. Esse segmento movimenta US$ 35 bilhões ao ano no País (é o quarto maior mercado do mundo).

Seguindo a tendência de mundial, os brasileiros estão mais preocupados com a segurança alimentar: 28% dos brasileiros consideram o valor nutricional o mais importante na hora de consumir um produto, enquanto 22% preferem alimentos naturais e sem conservantes.

Uma oportunidade de negócios é a venda de marmitas e lanche escolar mais saudável e nutritiva. Assim como no eixo Rio-S.Paulo, Goiânia tem vivenciado um boom de empresas de comercialização de refeições sem glúten, sem lactose, light, diet e até detox.

A Associação Brasileira de Indústria de Alimentos Dietéticos (Abiad) constata, em pesquisa de opinião, que 80% dos jovens consomem alimentos mais saudáveis e naturais, 35% dos domicílios brasileiros consomem produtos diet e light e 21% consomem produtos orgânicos.

Segundo relatório da consultoria Nielsen publicado em janeiro/2015, 33% dos consumidores declaram que dão preferência a alimentos saudáveis e estão dispostos a pagar mais caro por esses produtos.

O aumento do interesse do consumidor também está ligado à consciência ambiental e social. Segundo o Brasil Food Trend 2020, relatório da Fiesp e do Ibope, o consumidor busca alimentos que tenham o selo de qualidade, informem a origem dos alimentos e os produtores que têm práticas sustentáveis ou projetos sociais.