Povo Yanomami adere ao ecoturismo 

O Pico da Neblina, todos sabemos, é o mais alto do Brasil.  A montanha do vento e da tempestade, na linguagem nativa “Yaripo”, é uma das mais procuradas para quem prática alpinismo e Esportes extremos. Esse interesse turístico agora pode reverter benefícios também para a nação Yanomami.

Localizada na fronteira com a Venezuela, Yaripo é considerado um lugar sagrado pelos Yanomami, terra de moradia dos espíritos e pajelanças, conforme publicado no site do ISA – Instituto Socioambiental,  que será parceiro na iniciativa. Lá a floresta também abriga outros gigantes, como a montanha Kurarana (Pico 31 de março, o segundo ponto mais alto do Brasil); Opota (Serra do Tatu ou Serra do Padre) e Peripona, também conhecida como Serra Aruri.

Com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o ecoturismo promove naturalmente a vigilância do território, defesa da floresta e dos indígenas.

(Foto: Anderson Schneider/Funai)
(Foto: Anderson Schneider/Funai)

Os Yanomami até realizaram uma Assembleia, que contou com mais de 600 participantes, para elaboração do plano de visitação. O prazo para o início das atividades de ecoturismo não está definido, mas não deve demorar, segundo as lideranças.

A atividade de visitação em Terras Indígenas foi regulamentada pela Funai por meio da Instrução Normativa nº3, publicada no Diário Oficial da União em 12 de junho de 2015.  Já existem experiências bem sucedidas e com apoio financeiro do BNDES em Terras Pataxó, na Bahia; Guarni-Mbya, em SP e RJ; Kaxinawá, no Acre e Tenharin, no Amazonas.

Com informações da Funai.