A CORRENTE DE ENERGIA QUE NASCE DA CORRENTEZA DOS RIOS, SEM HIDRELÉTRICAS

Como uma onda no mar, seguindo a correnteza do rio. Não é poesia, nem letra de Lulu Santos ou Zeca Pagodinho. Na sabedoria melódica da natureza, pesquisadores se banham em projetos sustentáveis para gerar energia dos rios sem ter que mudar o curso d’água, assorear as margens, impactar demasiadamente a vida dos ribeirinhos ou provocar gigantescos lagos de oportunidades para a corruptores.

O potencial dos rios brasileiros é surpreendente. Vem de Rondônia e do Pará a notícia de que o Brasil tem um imenso potencial para gerar energia elétrica dos rios. Bom, isso não é novidade. A boa nova é que a correnteza do rio por sí só é capaz de gerar energia utilizando-se apenas da força da correnteza. É a chamada energia hidrocinética, sem necessidade de construir barragens – que tiram a velocidade das águas para criar imensos lagos.

Parceria da Eletronorte e a Universidade Federal de Itajubá, com investimentos das libras do governo da Inglaterra, desenvolveu-se o processo por onde a água passa por uma turbina parcialmente submersa no rio, gerando uma energia adicional, que é enviada para a rede ou redirecionada para povoados não atendidos pelo sistema, no rio Jamari – onde a Eletronorte pretende construir algumas hidrelétricas de maior porte.

São levadas em conta a velocidade da correnteza, a profundidade do local e a possibilidade de geração de energia suplementar. O pesquisador Julio César Silva de Souza, que faz os estudos na região da hidrelétrica de Curuá-Una acredita que, se adotado em larga escala, o sistema poderia elevar a geração do país em até 30%.
Em Tucuruí (PA), uma usina deve entrar em operação em 2016, o primeiro parque hidrelétrico hidrocinético fluvial do Brasil, sob responsabilidade da Itaipu Binacional. A turbina tem dez metros de diâmetro e previsão de custo de R$ 10 milhões. Suficiente para abastecer uma comunidade de 3.000 pessoas numa área a 16 km de Samuel, segundo Marcial José Perez Viana, gerente-executivo da hidrelétrica, ouvido pela reportagem da Folha de SP e do Portal Agronegócios.

Há outros cinco projetos em andamento no país bancados pelo governo britânico, em parceria com órgãos como Aneel e Eletrobras.

No mar

O Brasil também explora a energia das ondas do mar para produzir eletricidade. Desde 2012 a primeira usina hidrocinética da América Latina funciona experimentalmente no quebra-mar do Porto de Pecém, no Ceará; com tecnologia made Brasil, em parceria da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Tractibel energia. Estudos revelam que o litoral brasileiro pode gerar 15% da energia consumida no País.

Na década de 1980 o IMPA desenvolveu equipamentos movidos à correnteza dos rios, um deles era o chamado Cata d’água, um rotor magnético de 4 metros, que gerava 1KW no rio Solimões, mas o projeto foi levado pela correnteza da pouca visão e falta de uma política mais visionária sobre os limites da matriz energética brasileira.

Esquema de funcionamento de uam hidrelétrica convencional (arte Fiocruz)
Esquema de funcionamento de uma hidrelétrica convencional (arte Fiocruz)

No vídeo, veja como funciona a usina de Pecém:

 

Alta Voltagem

 

Energia Eólica é mercado estratégico para empresas e apresenta crescimento sustentável até 2023

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