Aplicativo de transporte exclusivo para mulheres fortalece o empoderamento

Gabriela Correa e as sócias Bianca Saad e Raquel Correa (Foto: Divulgação)

Você solicita uma corrida por aplicativo e fica preocupada se o motorista vai mexer com você, se ele vai te fazer perguntas inadequadas, se vai ficar olhando de uma maneira desconfortável, se vai se aproveitar do seu estado alcoólico para fazer coisas absurdas… Receio. Medo. Quem nunca?

E quem nunca suspirou de alívio ao ver que O motorista na verdade é A motorista? Na sociedade atual, a igualdade de gênero tem sido muito discutida, e temas como o feminismo nunca estiveram tão em alta quanto agora. Mas, Carol, ter apenas mulheres exclui o risco da passageira ou motorista sofrer qualquer tipo de assédio, abuso ou problema? Não. Mas as manas sabem pelo o que cada uma passa diariamente e, ao invés de se execrarem, elas se apoiam.

Hoje vou falar sobre o Lady Driver, um aplicativo de transporte que conecta passageiras e motoristas mulheres. Disponível para Android e iOS, o propósito do app é oferecer às mulheres a opção de levar e serem levadas quando, onde e por quem quiserem. Com o objetivo de proporcionar mais segurança e confiança em suas viagens, a empresa quer fortalecer o empoderamento feminino e auxiliar as mulheres que buscam sua independência financeira. Uh lalá!

(Foto: Divulgação)

Como funciona: é o mesmo esquema de outros aplicativos de transporte muito conhecidos. Se você quiser se cadastrar para ser motorista Lady Driver, deve preencher o formulário no site e aguardar mais instruções. O próximo passo é simples, basta planejar seus horários e locais para atender as solicitações das passageiras. Se você é passageira, não importa o lugar para aonde queira ir. É só fazer a solicitação da corrida e aguardar.

A fundadora e hoje CEO da Lady Driver, Gabryella Correa, 35 anos, disse ao PEGN que criou o serviço após ter sofrido assédio: “A gente se sente mais segura e tranquila com outra mulher”, afirma. Em outro trecho, ela destaca que o serviço acabou servindo para proteger as profissionais. “Era uma demanda das mulheres que dirigiam e para quem ninguém olhava. Valorizamos o trabalho delas”, disse. “As mulheres passam por situações difíceis com frequência, mas não falam, têm vergonha. O nosso trabalho serve para mostrar que temos voz, que o assédio não é uma coisa rara”.

Se você se identificou, já passou por alguma situação constrangedora e quiser dividir essa experiência, fale comigo. E se tiver alguma sugestão de aplicativo manda pra mim, vou adorar!

Com informações da Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios e Lady Driver.