Onda de ataques cibernéticos desperta atenção nos usuários de smartphone

(Foto: Pixabay)

O post de hoje vai ser diferente. O que está acontecendo no mundo é muito perigoso, estão invadindo até computadores de hospitais! Este alerta vale para a maioria esmagadora do planeta que utiliza smartphone, então prestenção aqui!

O ransonware (que não deve ser nomeado) ~tô tipo a turma do Harry Potter falando do Voldemort, vai que atrai…~ tem preocupado grandes multinacionais por roubar arquivos, criptografá-los e exigir pagamento para que os documentos possam ser liberados; então, decidi te lembrar que existem aplicativos que também fazem isso sem que você perceba. E na hora que perceber, meu amigo, pode ser tarde demais.

Um estudo apresentado no início do mês passado por pesquisadores do Instituto Politécnico da Universidade da Virgínia (Estados Unidos) concluiu que alguns aplicativos do sistema operacional Android podem estar, secretamente, dividindo os dados e informações pessoais dos usuários.

De acordo com informações da Veja, que podem ser lidas aqui, durante três anos, o grupo de pesquisadores analisou pouco mais de 110 mil aplicativos (dentre eles os 100 mil apps mais populares disponíveis para Android, além de 10 mil amostras de vírus de celular). Para tal análise, os pesquisadores desenvolveram o DIALdroid, uma ferramenta capaz de avaliar automaticamente a coligação entre dados de milhares de aplicativos.

O estudo revelou que, de acordo com o funcionamento de alguns aplicativos, existem brechas de segurança que podem vazar informações a respeito do dono do smartphone, deixando-o vulnerável a roubo ou utilização indevida de seus dados. Tais falhas de cibersegurança permitem que os softwares compartilhem entre si informações do usuário, como, por exemplo, a agenda de contatos, localização, imagens e acesso à web. Isso quer dizer que, ao acessar um app de mapeamento comprometido por um vírus, o usuário pode ter também outros dados, como os de suas senhas de e-mail, revelados ao invasor. AFF QUE HORROR!

Os programas analisados foram divididos em duas categorias: os apps de vírus, que atacam os sistemas dos aparelhos intencionalmente em busca de informações do usuário; e também aqueles que apenas apresentaram brechas permitindo o acesso a dados do usuário. Neste último caso não foi possível identificar se os compartilhamentos eram intencionais ou não, mas de fato eles aconteciam. E vamos combinar: “sem querer querendo” é uma história que a gente não engole mais.

A equipe ainda descobriu que os pequenos apps de personalização de toque, emojis e temas de tela/plano de fundo são os que mais oferecem risco ao usuário. Para os pesquisadores, o estudo deve servir como um sinal de alerta para que, principalmente, as indústrias que desenvolvem softwares proporcionem aos usuários mais segurança com seus produtos.

Ainda neste tema, um mapeamento realizado pela PSafe aponta que o Sudeste do Brasil reúne 46% das ameaças da categoria Bankers, seguido do Nordeste, com 31%, e Sul, que acumula 8,3%. Eu, hein…

Atenção usuários de Android que utilizam aplicativos bancários: nos últimos seis meses, foram bloqueadas mais de 38 mil tentativas de infecções de malwares da categoria Bankers! A infecção pelo malware focado em apps de banco se dá pelo envio de e-mails, SMS, envio de mensagens em redes sociais e download de aplicativos de fontes não confiáveis. Ao baixar e instalar o app, de aparência legítima, o usuário é orientado a conceder direitos de administrador, o que impede que o malware seja desinstalado do dispositivo e propicia que ele continue ativo no segundo plano do celular. Depois disso, o vírus age como uma sobreposição à aplicação bancária, facilitando a atividade dos cibercriminosos.

Para mais informações sobre o tema, acesse o site da Security Report. Semana que vem eu volto com a programação normal. Beijosss!