Congresso se pluga em veículos elétricos

(Foto: Pixabay)

A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados discutiu a expectativa gerada por veículos elétricos, no Brasil, e o impacto dessa nova demanda nas redes de energia, com boa parte da cadeia produtiva.

Um estudo singular diz que o reabastecimento de um carro médio seria o mesmo que o uso do chuveiro. Mas será que é isso mesmo, levando em conta o preço da energia? O tema mobilidade elétrica ocupou o plenário durante mais de duas horas. Para pequenas distâncias o elétrico suportaria, sem grandes impactos. Para distâncias médias, os híbridos. E, para longa distância, células de combustíveis.

A audiência pública defende o ciclo elétrico. Na verticalização das cidades, algo inevitável,  esse tipo de discussão levada aos congressistas é uma ferramenta para que abram suas mentes para o novo. Foi mais uma exposição didática do que propriamente um convencimento. Mas é um passo, pois hoje considera-se que o veículo elétrico pode sair custando em impostos e taxas três vezes mais que os movidos a etanol, por exemplo.

Consenso que o governo precisa ordenar esse novo segmento, para que os custos de propriedade sejam menos impactados para o consumidor, como as células de baterias e sua depreciação. Um parlamentar usou dado de 73% maior, na contrapartida de um custo de manutenção mais simples na manutenção de motores.

Como sempre a lei do mercado: tipos de plugs que podem ser regulamentados, mas não freados.  Enfim, aceleram as dúvidas, mas os atos mesmo ainda serão em longas estradas de dúvidas, por falta de um porta voz convincente.