Ferrari abandonada vira “o primeiro” elétrico da marca

(Foto: Electric GE)

Esta é a história de um Ferrari 308 GTS, abandonada depois de ter sido consumida pelo fogo. E vem de Portugal. A transformação foi feita pelo fundador da empresa norte-americana Electric GT, Eric Hutchison. Ele e o parceiro de negócio, Michael Bream, encontraram a Ferrari num ferro-velho.

“Tivemos de reconstruir tudo novamente – tivemos de tirar tudo até o chassi. Demorou 18 meses até termos o carro num ponto em que nos sentíamos confortáveis” – disse Eric Hutchison em declarações à CNN.

Em 2016, o diretor executivo da Ferrari, Sergio Marchionne, teria dito que a ideia de um Ferrari elétrico era “obscena”, segundo a publicação lusa Dinheiro Vivo. Este ano, em janeiro, o executivo mudou por completo o seu discurso – na Feira do Automóvel de Detroit, nos EUA, anunciou planos para fabricar um supercarro elétrico, no sentido de combater marcas emergentes como a Tesla. Só não será a primeira Ferrari elétrica do mundo.

(Foto: Electric GE)

O veículo foi rebatizado de Ferrari 308 GTE – tem três baterias, duas delas ocupando os lugares onde antes ficavam o tanque de combustível. O carro é alimentado por um motor de 2.000 amperes e tem uma autonomia máxima de 160km.

Eric Hutchison desistiu quatro vezes da conclusão do projeto, mas acabaria por completar a transformação do veículo depois de um investimento total de 10 mil dólares.

Supercarros elétricos

Ainda sobre Ferraris, o primeiro carro elétrico da Pininfarina,  que por mais de 50 anos foi responsável pelo design dos carros da Ferrari,  tem previsão de lançamento para 2020 e deve acelerar de 0 a 100 km/h em menos de 2 segundos.

A marca da pequena cidade de San Giorgio Canavese, na Itália, não descarta a possibilidade de produzir SUV’s. A velocidade máxima estimada é de 400 km/h e autonomia, de quase 500km. Os números se assemelham aos do Rimac C_Two, carro elétrico croata com o qual o PFo irá dividir tecnologia.

Fonte: Jornal do Carro