UBER planeja táxi voador elétrico no Brasil

(Foto: Divulgação)

Os testes nos pequenos veículos elétricos começam em 2020. A Embraer é uma das fabricantes, parceira no projeto audacioso da empresa de tecnologia e, segundo o gerente de comunicação da Uber no Brasil, Pedro Prochno, a proposta é levar até cinco pessoas.

A ideia é concorrer com os helicópteros que possuem altos níveis de poluição e pouca eficiência em distância percorrida. A operação comercial está prevista para 2023. O primeiro percurso deve ligar a cidade de São José dos Campos, onde fica a sede da Embraer, até a capital de São Paulo.

A empresa estimou que, no longo prazo, uma viagem do gênero entre São Paulo e Campinas poderia custar US$ 24 (cerca de R$ 75), valor inferior ao cobrado pela empresa para realizar o mesmo deslocamento de carro.

Como as ferrovias eletrificadas podem mudar o Brasil

A construção de uma ferrovia eletrificada requer infraestrutura auxiliar que, além dos trens, pode fornecer recursos como energia, telecomunicações e internet para regiões que antes não tinham esse acesso. “Caso a malha ferroviária no Brasil seja eletrificada, promoverá também o desenvolvimento local”, afirma Bussinger.

Ferrovias eletrificadas são mais comuns em metrôs e trens regionais para o transporte de pessoas. A tração elétrica foi deixada de lado no transporte de carga apesar de serem muitos os seus benefícios, como sua maior eficiência, que pode ser de até 45%, segundo estudo do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). Além disso, o relatório Revolução Energética, divulgado em 2016 e produzido pelo Greenpeace, diz que os veículos elétricos convertem 60% da eletricidade em energia para as rodas, enquanto os que usam motores a combustão i só convertem cerca de 20%.

Frederico Bussinger, engenheiro eletricista e ex-secretário-geral do Ministério dos Transportes, o Brasil está em processo de renovar os contratos com as concessionárias e construir novas ferrovias. “Esse modelo tem um desempenho muito melhor em comparação com o rodoviário, e nós temos grandes obras planejadas. Mas ainda é preciso decidir qual tipo de ferrovia será implementado. Pode ser com sistema baseado em óleo diesel ou eletricidade”, diz.

“A ferrovia, mesmo a diesel, é menos poluente que o modelo rodoviário. Termos mais ferrovias, por si só, já melhora muito a situação. Se nesse movimento a gente aumentar a eletrificação, será um benefício maior ainda”, explica. A força das rodas dos trens representa, portanto, não apenas um aumento da eficiência no setor de transporte, mas também uma forma de cumprir o compromisso assumido pelo país durante a 21ª Conferência das Partes (COP21), em Paris, em 2015, de diminuir as emissões de gases poluentes na atmosfera.