Chego tarde da escola, mas a comida está pronta! É só aquecer…

(Foto: Henrique Felix/ Unsplash)

Muitos dos jovens que trabalham de dia e estudam à noite irão se identificar com o título deste blog. É muito comum, nas famílias brasileiras, que as mães se preocupem em alimentar e cuidar bem, dos seus filhos.

Por outro lado, também é algo comum aos que deixaram suas famílias no interior ou outros estados e foram para os grandes centros submeterem-se a esse tipo de hábito.

Ocorre que, durante esse período de sacrifício, em que é necessário um esforço sobre-humano para aqueles que pretendem crescer na vida, o foco está na necessidade e, não, na qualidade.

Explicando melhor: como não há intervalo suficiente para que a refeição noturna seja efetuada dentro dos padrões normais, ou seja, no horário consagrado para o jantar, de maneira leve e com alguma distância para o momento de ir para a cama, o jovem trabalhador chega, retira a comida da geladeira, aquece e engole. Passado algum tempo, barriga cheia, cansaço pesando, chega a hora de se jogar na cama… E é aí que o bicho pega!

Todos nós sabemos que é necessário respeitar intervalos entre as refeições, também sabemos que na metade desse intervalo, deve-se comer uma fruta, algo leve para equilibrar o funcionamento do estômago.

Existe até uma máxima que diz que para que haja equilíbrio nas refeições, a pessoa deve tomar um café da manhã de um rei, almoçar como um príncipe e jantar como um mendigo. Em outras palavras, quando acordamos e nosso estômago está vazio, devemos abastecê-lo de maneira suficiente a encarar as agruras do cotidiano. Já na hora do almoço, a comida deve ser mais comedida, pois há que enfrentar o período da tarde trabalhando e sem sentir aquela sensação de peso ou, mesmo, de sonolência. Já à noite, uma refeição bem leve para não pesar no estômago e propiciar uma digestão tranquila para que haja um sono reparador.

Sem querer invadir a área médica ou da nutrição, que não é a nossa especialidade, a ideia é a de mostrar como é importante a gente conhecer o funcionamento do corpo para não fazê-lo sofrer.

Se o estômago está cheio, a digestão vai levar algumas horas para se efetivar. Nesse momento, o cérebro está a toda, recebendo os estímulos do estômago e proporcionando a soltura do suco gástrico que vai facilitar esse trabalho. Assim sendo, se a pessoa – ainda que muito exausta – se deitar e quiser se entregar, como se costuma dizer, aos braços de Morfeu, ela não vai conseguir dormir de imediato. E, por mais que ela “apague”, seu sono será difícil, conturbado, até que a digestão tenha terminado.

Por essas e outras razões, a sugestão é a de procurar equilibrar, ao máximo, o horário das refeições e a quantidade de alimento ingerido. Nunca é demais lembrar que, a primeira digestão se faz na boca, o que vale dizer que a mastigação tem de ser perfeita, lenta, demorada, pois, é aí que a absorção de vitaminas, proteínas, sais minerais, começa a se efetivar. A saliva ajuda bastante e, quando aquela “papinha” chega ao estômago, o trabalho é bem mais tranquilo, pois não há necessidade de esforço maior para a transformação do alimento sólido.

Isso evita transtornos futuros, como gastrite, esofagite, refluxo, hérnia de hiato, obesidade e tantos outros males que fazem com que os adultos sofram e se arrependam do que fizeram com seu pobre estômago.

E lembre-se: uma noite mal dormida é garantia de um dia seguinte desastroso!