VOCÊ JÁ FEZ A SUA PARTE HOJE?

(Foto: Luiz Fernando Magliocca)

Se existe uma palavra que anda desgastada, não por uso efetivo, mas por estar na moda, ela é CIDADANIA!

Pena que nunca ela é exercida como deve ser. E é tão simples!

As pessoas, em geral, por vergonha, por medo, por acomodação e por vários outros motivos deixam de fazer o mínimo que, se fosse feito, poderia servir e ajudar a muita gente. Quer ver?

Quando você passa diante de um mendigo adormecido na calçada, qual a sua atitude?

Atravessando a rua, você nota que o asfalto está muito desgastado, abrindo um buraco bem no meio da pista. Além de se desviar dele, o que mais você faz?

Saindo de casa a caminho da padaria, você nota que há um vazamento de água na calçada; você pensa no desperdício, em época de águas magras, ou faz alguma coisa?

Não precisa responder, basta refletir a respeito.

Esses simples exemplos podem levar alguém a mudar de atitude. É preciso pensar diferente. Agir. A mania brasileira de achar que tudo depende de terceiros e que não lhe cabe nada de responsabilidade acaba atrapalhando demais.

O que foi escrito acima é apenas um pequeno percentual de coisas comuns, corriqueiras, mas que largamos para trás e, sem querer, deixamos de resolver coisas maiores por omissão!

Daí vem a máxima tão repetida e pouco executada: Se cada um fizer a sua parte….

Dia desses, acompanhei uma situação muito interessante. Um amigo estava saindo da fisioterapia e se deparou com uma placa “PMSP – Serviço de Limpeza de Galerias”. Sem pestanejar, atravessou a rua e foi falar com um atendente. Fez uma solicitação para que fosse feita limpeza num bueiro que estava atolado de sujeira e comentou que seus pedidos pelo telefone 156 não haviam surtido efeito. Mais que depressa o Sr. Álvaro falou com um engenheiro que se comprometeu a estar no local em 30 minutos. Claro que nem ele nem eu acreditamos, mas, vai que….

Pasmem, ao chegar em casa, recebeu uma ligação do Engo. Adailson avisando que já estava no local e o aguardava. Logo chegaram nove funcionários da limpeza (SOMA) e mais dois engenheiros (Adriana e Mauro). Fomos até lá com câmera a tiracolo. Pois não é que o bueiro não só estava atolado como “cimentado” por dentro!?! Como pode????

Pois, o engenheiro Mauro, experiente, logo percebeu que havia uma construção próxima e, após descarregar o concreto, os funcionários das betoneiras normalmente fazem lavagem nas engrenagens do veículo para o cimento não grudar no seu interior e o fazem na rua. Isso é proibido por lei e configura crime ambiental. Sabia?

Pois bem, o assunto rendeu autuação, multa e o compromisso de desobstrução das galerias entupidas pela nata de cimento jogada disfarçada e criminosamente na sarjeta!

Foto: Luiz Fernando Magliocca
Foto: Luiz Fernando Magliocca
WP_20150318_033
Foto: Luiz Fernando Magliocca

Voltando à realidade: o que poderia acontecer se essa simples atitude não fosse tomada pelo meu amigo que, de tão modesto que é, não quer ter seu nome revelado?

Não é nada difícil, nem impossível. Basta falar com a pessoa certa. Basta ter atitude!

Experimente, você vai se sentir tão gratificado como o… Ops, quase deixo escapar!!!