Momento para refletir…

(Foto: Freepik)

Talvez esse não seja o melhor momento para as famílias atingidas pela recente tragédia ocorrida em Goiânia, mas, para nós, espectadores, vale aproveitar o frescor dos acontecimentos para que possamos pensar como anda nossa vida em casa.

Costumo observar algo que me incomoda bastante, mas, não há como contestar: frequentemente, vejo bebês, crianças de colo, crianças pequenas com suas babás, passeando na praça, nos parques. Tudo isso é normal, mas, como será que essa criança vai crescer?

A modernidade obriga pais e mães a trabalharem, muitas vezes a passar o dia fora de casa, sem contato com os filhos. À noite, quando poderia haver um encontro da família, pelo menos na mesa de refeições, a TV, o computador, os joguinhos, etc., acabam separando as pessoas, ainda que estejam no mesmo ambiente.

Não é de agora que a necessidade de conversar com os filhos é imperiosa, mas, conforme o tempo vai passando, os hábitos vão se modificando e as pessoas ficam à mercê de suas “obrigações” profissionais, esquecendo-se, em alguns casos, de outras obrigações decorrentes do desejo de montar uma família.

Sem querer passar pela tangente dos lares desfeitos, de famílias que por esse ou aquele motivo, têm um dos cônjuges ausente, quando se decide ter um filho, é de vital importância dar educação e cuidar dessa criança para que ela cresça sadia física e mentalmente.

Também é importante, ao verificar qualquer anomalia no comportamento, conversar com ela, trocar ideias e observar por qual motivo ela age dessa ou daquela maneira.

Para muitos pais, quando o filho está trancado no quarto, brincando com seu computador, a sensação é de alívio, tranquilidade, visto que ele não está nas ruas, não está andando em más companhias e por aí vai.  Mas, o que será que ele está fazendo diante daquela tela mágica e sem fronteiras? Quais sites estará visitando? Que vídeos estará observando? O avanço da tecnologia veio para facilitar, mas, se você bobear, acabará se perdendo no tempo e na história.

Cuidar e não se descuidar são atitudes mais do que necessárias até que o jovem comece a mostrar segurança, definição de objetivos, boa índole, etc.

O comportamento em casa, nem sempre, é o mesmo que fora dela, mas, a observação contínua pode ajudar a perceber transformações perigosas.

Sem preconceitos, mas, há pequenos indícios que, se forem se superpondo, podem ajudar a montar um quadro que leve a uma observação mais apurada e, em alguns casos, até a uma conversa um pouco mais severa.

Dependendo da “tribo” a que o jovem pertence, o comportamento é um. Se ele usa determinado tipo de roupa, corte de cabelo, adereços, etc. não é difícil descobrir se a pegada é leve ou se ela merece uma atenção maior.

Na internet, os jovens descobrem tudo, mas, os pais, nem sempre afeitos a essa facilidade, deixam passar oportunidades importantes. Eles também podem monitorar o comportamento através da telinha e descobrir os caminhos trilhados pelos jovens através do histórico de visitas e pesquisas.

Em resumo, devemos ficar muito mais atentos agora, pois, não se pode perder de vista os rastros do filho. Melhor parecer um tanto careta do que ter de chorar sobre o leite derramado…