Programas de milhagem e as pegadinhas…

(Foto: Pixabay)

Num passado não muito distante era fácil e agradável viajar com milhas acumuladas, pois, o prazer de viajar vinha acompanhado de um sabor de satisfação extra pelo fato de você estar recebendo um “retorno” daquilo que gastou…

Com o passar do tempo, a alteração dos programas (“sem prévio aviso”), a troca de titularidade das empresas aéreas, a explosão da moeda norte-americana, tudo foi piorando.

Atualmente, as “ofertas” das empresas aéreas são meras pegadinhas, pois o consumidor entra no site para conferir o que foi anunciado e não acha aquele milagre em nenhuma das páginas visitadas.

Você pode fazer inúmeras simulações, os valores estarão sempre acima daquilo que foi prometido. E, quando a jogada é: “Volta por apenas R$ 99,00”, veja quanto vai desembolsar na ida para ver se compensa voltar…

O que ocorre, infelizmente, é uma deterioração do sistema e, pelo visto, a desmoralização das promoções numa grande maioria de empresas do gênero. Outra pegadinha muito comum é aquela de oferecer a possibilidade de se comprar milhas, milhares delas, por um preço irrisório. Mas, quando você vai ler as condições, em letras muito miúdas, descobre que terá de transferir uma enorme pontuação de determinado cartão de crédito para a sua conta e, só depois, terá a possibilidade de fazer a milagrosa compra.

Ao tentar usufruir, na data em que você precisa viajar, descobre outra surpresa, pois os valores absolutos são maiores do que tudo o que você acumulou num ano para uma única “perna”, ou seja, só para o voo de ida.

E, assim, os e-mails se sucedem, o povo continua acreditando (até acordar) e os aviões sobem e descem com uma grande quantidade de poltronas vazias!

Agora, com a novidade de pagar pelo despacho das malas, a coisa ficou ainda mais complicada para o consumidor, aliás, difícil ele ser beneficiado por alguma agência controladora do governo federal.

Não me cabe discutir se as empresas poderiam fazer um preço melhor para aproveitar essa situação, mas, como no exterior existe o “last minute call”, seria bom que os empresários nacionais se voltassem para os exemplos que já deram certo e adotassem algo semelhante.

Vamos aguardar para ver até onde essa onda de milhagem vai navegar….