Dia do Professor! Quem é esse profissional?

(Foto: Freepik)

15 de outubro, dia do Professor!

Quanta honra ter esse título nos séculos anteriores. Mas, e hoje, quem é esse profissional no Brasil?

As angústias, alegrias e desejos da categoria são os mesmos, mas pela complexidade do serviço oferecido no Brasil e diferença entre as redes pública e privada, professores enfrentam problemas um pouco diferentes, dependendo do local de atuação.

Uns mais, outros menos, todos carregam glórias, mas também dificuldades em um país onde a educação de qualidade NÃO é prioridade.

Para os que estão na rede pública, a luta diária é para tentar educar dignamente crianças e adolescentes que nem sempre estão preparados para receber conhecimento, já que nem a educação vinda dos pais tiveram, devido ao meio em que vivem.

Crianças e adolescentes que não têm a menor noção de hierarquia, respeito ou cidadania, e sem o menor constrangimento enfrentam, xingam, ameaçam, e, por vezes, são até violentos com os docentes.

Quantos professores já não foram afastados das escolas onde lecionam por terem sido ameaçados por alunos ou mesmo pelos pais deles? Realidade nefasta e vergonhosa.

Como se a falta de reconhecimento já não bastasse, parte dos mestres se veem acuados também pela administração pública, porque, afinal, reprovação em massa significaria necessidade de reformulação da educação, coisa que está fora de cogitação na maior parte das cidades e estados brasileiros. Infelizmente, em muitas escolas há a obrigação de que os estudantes sigam para a etapa seguinte, sabendo ou não a matéria. Nessa toada, geram-se os analfabetos funcionais, adultos sem percepção da realidade e sem a menor condição de questionar padrões ou mesmo simples informações.

Ainda nas redes públicas municipais e estaduais, professores têm salários baixos, baixos mesmo. Veem-se obrigados a dar inúmeras aulas nos três períodos, se quiserem ter renda razoável ao final do mês, e, como consequência óbvia, não têm tempo para reciclagem e atualização profissional. Simples assim: circulo vicioso abominável.

Na rede privada, os mestres enfrentam outro tipo de problema: pressão dos pais, que não toleram ver filhinhos recebendo repreenda, em geral mais do que necessária, e que reclamam de tudo, ao invés de prezar pela qualidade do ensino e pela valorização dos mestres, ou, pelo menos, pela boa formação de suas crias. Deprimente.

Em muitas dessas instituições de ensino, os professores precisam se adaptar à escola que foi transformada em fábrica de fazer dinheiro.

E aí, outro círculo vicioso: é certo que se a rede pública oferecesse educação de qualidade, as escolas privadas teriam que baixar a bola na hora de cobrar, se quisessem ter estudantes dentro delas.

Mas… talvez o que todos estejam esquecendo é que o professor é o grande responsável pela formação de todos os brasileiros. O material humano ainda é o primordial na educação!

O professor é quem tem a missão de passar conhecimento, de auxiliar a formar cidadãos e bons profissionais de todas as outras áreas. Sem eles, não há educação, muito menos de excelência!

A educação de qualidade só irá existir quando o professor for reconhecido, valorizado, bem pago e tiver condições financeiras, físicas e psicológicas de se manter atualizado.

Então, se você quer ensino público digno dos altos impostos que paga, que tal começar a lutar pela melhoria de condições de trabalho dos professores da escola dos seus filhos ou da sua? Que tal ensinar sua cria a respeitar o docente, dando o exemplo?

Houve um tempo, em que a profissão de professor era tida na mais alta conta. E eram tempos em que a boa educação reinava.

E é bom que se diga que mesmo em meio ao caos, os professores estão aí, escolas afora nesse Brasilzão, oferecendo o que têm de melhor às crianças e adolescentes que abrem os ouvidos e os olhares a eles.

Gente de garra, esses professores!

Eu vos saúdo!

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