Meu pet está com pancreatite, o que fazer?

(Foto: Pixabay)

A inflamação do pâncreas em pets é um dos quadros mais comuns entre os atendidos em clínicas veterinárias nos últimos tempos. Os sintomas podem ser notados através do vômito, diarreia e dor abdominal. Mas essas manifestações podem ser confundidas com outras doenças.

Apesar da incerteza sobre sua origem, sabe-se que, principalmente, hábitos alimentares do animal, como dietas muito gordurosas, tendem a provocar o aparecimento de inflamações facilmente relacionadas à pancreatite. Diabetes, insuficiência renal ou cardíaca podem, também, influenciar no aparecimento da doença, além da ingestão de medicamentos que tenham como efeito colateral o desenvolvimento de doenças inflamatórias crônicas.

Como agir quando perceber comportamentos estranhos no seu pet?

Os principais sintomas relacionados ao adoecimento são dor no abdômen, vômito e diarreia. Por isso, os tutores devem ficar atentos a esses sinais e, caso o animal apresente algum deles, é sempre recomendável consultar o médico veterinário o mais rápido possível. Segundo Mário Marcondes, médico veterinário, associado da Comac e Diretor Clínico do Hospital Veterinário Sena Madureira, “procurar um serviço veterinário com estrutura de laboratório e de diagnóstico por imagem é a melhor opção”.

Meu pet está com pancreatite, o que fazer?

O tratamento para a pancreatite requer internação do pet para fluidoterapia, administração de antibióticos, protetores de mucosa, e também de medicamentos que aliviam o enjoo e vômitos, além de analgésicos quando houver dor abdominal. A administração de ração especial com baixo teor de gordura é outra orientação importante. E todos esses procedimentos devem ser seguidos com orientação e supervisão especializada.

Quais os cuidados para o pós-tratamento?

Depois de recuperado, o pet pode receber alta, mas deve ter sua rotina alimentar alterada. Rações com baixo teor de gordura são as mais indicadas para evitar a reincidência e a evolução para pancreatite crônica ou insuficiência pancreática exócrina. Nesse caso, o exame de sangue TLI auxilia no diagnóstico, além do ultrassom.

A pancreatite, se não tratada, pode afetar o funcionamento de outros órgãos do animal e agravar seu quadro clínico geral. Se o pet for diagnosticado no início e tratado em ambiente hospitalar com internação, as chances de recuperação são muito mais favoráveis.

Cuidados constantes e por toda a vida do pet são fundamentais devido às chances de reincidência. Assim, os tutores precisam estar atentos aos comportamentos e atitudes do animal de estimação. Se diagnosticado com antecedência, o tratamento será precoce e o pet poderá ter uma vida melhor.

* A COMAC (Comissão de Animais de Companhia do SINDAN – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal), criada em 2007, visa estruturar um ambiente de intercâmbio de informações e ideias, propondo e executando ações que estimulem o desenvolvimento do mercado pet brasileiro, em especial nas áreas ligadas à saúde animal.

Saiba mais em: http://www.comacvet.org.br

** Com a colaboração da assessoria de imprensa