O marketing de conteúdo para o produto orgânico

Janes Grouver, gerente geral da MetaBrand, durante a Bio Brazil Fair em 2013 (Foto: Divulgação/ Projeto Organics Brasil)

Um dos segmentos de mercado que precisa se comunicar muito bem com o consumidor de todas as formas possíveis, seja na embalagem, no ponto de venda ou na comunicação nas redes, é o de produtos orgânicos. O motivo é muito simples: consumidores que optam por um estilo de vida cercado de produtos cada vez mais naturais e menos industrializados, são pessoas muito críticas, às vezes até ativistas, mas que, de forma geral, buscam muita informação sobre tudo que consomem.

A comunicação precisa dar conta de contar as histórias da empresa e do produto em questão.  É recomendável que o storytelling da marca explique as procedências do produto e mostre seus diferenciais em relação aos semelhantes orgânicos ou não-orgânicos que possam até justificar eventuais diferenças de preços, um aspecto muito importante e decisivo para levar um item ao carrinho de compras.

Estive na Bio Brazil Fair em junho de 2013 e assisti à palestra da Janes Grouver, gerente geral da MetaBrand, uma consultoria especializada em ajudar marcas estrangeiras a entrar no mercado norte-americano. Ela afirmou na ocasião que as empresas ainda precisam aprender a se posicionar, a começar pelas embalagens, quase sempre muito parecidas com os produtos tradicionais.

Dei uma circulada na Biofach 2015, em junho. É nítida a evolução em comunicação visual das empresas, como a Fazenda da Toca, a Jasmine, a Farofa La e a Miss Croc. Para muitas ainda há um longo caminho, tanto em comunicação visual quanto em conteúdos envolventes e capazes de engajar audiências. É preciso colocar essas questões na pauta e se preparar para novos tempos.