Princípios do Bem-estar animal

(Foto: Pixabay)

No conceito do bem-estar animal, os animais têm direitos a cinco liberdades; livre de sede, fome e subnutrição; livre de desconforto; livre de dor, injúria e doença; livre para expressar comportamento normal e livre de estresse e medo.

Segundo o conselho da Farm Animal Welfare Council, 1979, entidade que define os princípios do bem estar animal, deve-se:

  1. Garantir condições que evitem fome, sede e desnutrição;
  2. Garantir condições que evitem desconforto físico e térmico;
  • Garantir condições que evitem dor, injúrias e doenças;
  1. Garantir condições que permitam as expressões normais de comportamento;
  2. Garantir condições que evitem medo e angústia;

Segundo Stavros Platon Tzeimazides, especialista em Bem estar animal, devemos considerar o fluxo onde a influência do ambiente interage com o manejo dos animais. A ilustração apresenta estas relações e sua importância para o êxito da implantação dos princípios do bem estar.

No manejo com os animais, os tratadores devem ter muita calma e paciência para lidar com os animais. Caso contrário, eles tendem a ficar assustados e dificilmente colaborarão com aquilo que se deseja deles.

Animais que tiveram pouco contato com humanos ou que em contatos anteriores tenham ocorrido situações traumáticas, têm menor tendência a colaborar. Nessas situações é que a calma e o cuidado devem ser redobrados no manejo.

A seleção genética por temperamento é de grande importância, pois é um fator transmissível entre gerações e que pode ser de grande valia, uma vez que animais mais dóceis se estressam e machucam menos e, como consequência disso, há menos perdas no abatedouro por lesões e manchas nas carcaças, além de se obter uma carne mais dura. Animais agressivos têm uma média de 10-14% a menos no ganho de peso.

Os animais possuem o chamado PONTO DE BALANÇO, que é um ponto que passa perpendicular à escápula do animal, logo atrás do ombro, e que pode ser usado para estimular a movimentação do animal na direção que se deseja.

Para estimular a locomoção do animal usando o ponto de balanço, temos que conhecer o conceito de ZONA DE FUGA, que é uma área em torno do animal que ele considera como uma extensão de seu próprio corpo. Se invadirmos essa região, ele se afasta e se essa invasão persistir, ele foge se for possível ou vira-se e encara quem o está ameaçando e se for necessário ataca, mesmo que seja maior do que ele.

Os animais destinados para o consumo humano devem ser abatidos seguindo procedimentos técnicos e científicos que garantam seu bem-estar desde o embarque na propriedade até a operação de sangria no matadouro. A estes cuidados nesta etapa da produção animal denomina-se: ABATE HUMANITÁRIO.

A infraestrutura de apoio nos sistemas de produção pecuária deve ser adequada para o manejo nos princípios do bem estar animal.

Existem modelos de currais adequados para o manejo animal assim como as recomendações dos equipamentos que podem ser implantados como os bebedouros nos currais de manejo.

O planejamento deve considerar os seguintes pontos relativos aos princípios do bem estar animal:

  • Considerar o comportamento animal quando planejar a infraestrutura da propriedade e manejo do rebanho;
  • Garantir que os funcionários que manejam o rebanho tenham treinamento apropriado;
  • Utilizar instalações e equipamentos adequados para o manejo dos animais;