2023 é o ano para que renováveis superem combustíveis fósseis

(Foto: Unsplash)

Relatório da Carbon Tracker, reproduzido pela Ambiente Energia, aponta um dado que parece acompanhar todas as previsões que impulsionam também as energias renováveis, a indústria de veículos elétricos, a proliferação dos moinhos de energia eólica e as placas solares, atingindo grandes áreas e outras micros, como uma lanterna ou um micro robô.

Isso significa que a retomada do petróleo ditando a ordem econômica tem prazo de validade. E os especialistas apostam que 2023 é o início dessa mudança. Até 2030 as fontes renováveis inverteriam o pico com as fósseis, emergindo uma nova economia, mas isso não quer dizer que que seriam outras corporações. No mundo das aquisições há um aprendizado desde o fim dos telefones, do advento da internet e dos celulares. Com o petróleo vai acontecer a mesma coisa. Já acontece. Até a Petrobras tem seus leilões de renováveis como variável nesses novos tempos.

Gigantes como Shell (Holanda), Statiol (Noruega) e Total (França) estão comprometidas com eólicas em alto mar, enquanto o Brasil queima suas reservas do pré-sal com leilões a preço de banana. De qualquer forma, até 2020 esses colossos da exploração de combustíveis fósseis, que já miraram explorar o Brasil nas renováveis, vão contribuir para dobrar a capacidade brasileira para cerca de 20% de energia limpa.

Assim, até 2050, mais da metade da energia mundial seria limpa. Como o Brasil parou de investir em grandes hidrelétricas é possível ainda ter um avanço inexplicável dos fósseis até saturar o mercado e prejudicar diretamente o consumidor, dizem especialistas. Mas a política pode alterar esse cenário, se os dirigentes de governo estiverem com a mente aberta para a necessidade de controlar o aquecimento global.
https://www.carbontracker.org/

ALTA TENSÃO 

Petróleo em alta atinge economias emergentes

A mais de US$ 80 o barril, o Brent custa quase duas vezes mais do que no ano passado e atingiu um valor três vezes maior do que o registrado no início de 2016 e está colocando os mercados emergentes, já em dificuldade, sob pressão.

Conta de energia vai aumentar

Veja o alerta do Presidente da Associação de Pequenas Centrais Hidrelétricas de Goiás (APCH), Sevan Naves. A razão está no aumento da demanda gerada pelo reaquecimento da economia. “Se a indústria começar a reagir como está reagindo, aumentará a demanda e faltará energia. Dessa forma, o preço ficará mais caro”, argumenta.

Outubro vermelho: conta de luz segue com taxa extra 

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou que as contas de luz vão permanecer com bandeira vermelha em seu segundo nível no mês de outubro. Com isso, a tarifa vai continuar, pelo quinto mês seguido, com um adicional de R$ 5 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Desde o mês de junho, a medida está em vigor.

EDP Renováveis, Eneva e EDF dominam contratação em leilão de energia A-6

O Certame A-6 contratou de 2,1 GW, investindo cerca de 7,7 bilhões de reais até 2024. As usinas assinaram contratos de 20 a 30 anos de duração com distribuidoras de energia locais.

Leilões recentes vão garantir R$ 1,2 trilhão ao País em 35 anos

Governo projeta uma arrecadação de R$ 1,2 trilhão para o País nos próximos 35 anos, período de duração dos contratos, sendo R$ 235 bilhões apenas com a 5.ª Rodada de Partilha de Produção. O cálculo é da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).