A luz do lixo, a energia do urucu

Nós, já falamos aqui nesta coluna que a luz se faz das possibilidades mais improváveis para governos que não diversificam sua matriz energética. Das fezes ao arroz, do vento ao sol, do gás ao diesel, dos rios ao mar. O aproveitamento elétrico exige também pequenas operações e grandes redes. É o que está acontecendo em São Paulo.

O gás produzido do lixo será usado em caldeiras para geração de vapor, que irá movimentar turbinas ligadas a geradores de energia elétrica, numa iniciativa de um consórcio de 22 municípios do Vale do Paranapanema (interior de São Paulo).

O Projeto Civap, realizado em parceria com a empresa Carbogas, prevê o recebimento do lixo recolhido pela prefeitura dessas cidades para uma planta de gaseificação em construção.

O estudo vem de monografia de Energias Renováveis, Geração Distribuída e Eficiência Energética do Programa de Educação Continuada (PECE) da Poli.A pesquisa foi orientada pela professora Suani Teixeira Coelho, do PECE.

Gaseificadores são reatores capazes de transformar um resíduo sólido em um gás combustível. No Projeto Civap, a mistura de combustível e areia do leito fica em suspensão dentro do equipamento lembrando, assim, um fluido.

De acordo com os dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o Brasil possui 1.569 lixões, 1.775 aterros controlados (adaptados) e 2.226 aterros sanitários. Cerca de 73% dos nossos municípios têm até 20 mil habitantes e não geram lixo em quantidade suficiente para ser usado em incineração para gerar energia. Pela parceria, os 22 municípios vão vender o lixo, que antes depositariam em valas que já estão com capacidade esgotada, para a Carbogas, resolvendo assim o problema da destinação dos resíduos e não tendo de enfrentar custos elevados com a alternativa da incineração.

A empresa espera colocar a unidade de gaseificação do Vale do Paranapanema em operação no final de 2016.

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Fonte: Acadêmica Agência de Comunicação via Agência USP

 

Manaus terá usina com 100% do Gás de Urucu 

O gás natural da usina petrolífera de Urucu, em Coari (a 367 quilômetros de Manaus), já é responsável por 42,8% da energia elétrica gerada para capital e outros três municípios da Região Metropolitana de Manaus (RMM). Essa capacidade alcançará média de 81,6% até 2017, com a conclusão das obras da Usina Termelétrica Mauá 3, que será a primeira geradora de energia elétrica produzida 100% com gás natural.

E o melhor do aproveitamento está nessa fala: “Ao invés de os gases da exaustão serem jogados na atmosfera, eles vão pra dentro de uma caldeira de recuperação, para transformar a água em vapor superaquecido, que tocará a terceira unidade, com quase 200 megawatts, sem a necessidade do gás natural”, explica o gestor.

O custo da usina é da ordem de R$ 1,1 bilhão. Os equipamentos vem da Siemens, dos Estados Unidos.

 

Alta Tensão

 

Energia eólica supera outras fontes no Nordeste

Segundo dados da Aneel e ONS, com a temporada anual de ventos fortes que vai até janeiro, a geração de energia eólica já está supera tanto a geração das térmicas como hidrelétricas.

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Livre escolha de fornecedor de energia pode ser estendida a todos os grandes consumidores

Projeto aprovado diz que grandes consumidores de energia, não importando o nível de tensão em que estejam interligados à rede elétrica, podem escolher livremente o fornecedor desse serviço.  Hoje a autonomia é até 10 mil KW

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Uma revolução energética

O relatório “[R]evolução Energética 2015: Como Atingir 100% de Energias Renováveis para Todos até 2050”, lançado mundialmente nesta segunda-feira (21) pelo Greenpeace, mostra como essa transformação é possível, quanto custaria e quais seriam seus impactos nos empregos do setor energético.  As energias renováveis devem exigir um investimento de cerca de US$ 1,03 trilhão por ano até 2050. Mas, no mesmo período, seria possível economizar cerca de US$ 1,07 trilhão anualmente evitando a queima de combustíveis fósseis nas usinas térmicas. Ou seja, sobraria dinheiro – e o ponto de virada, em que um valor seria coberto pelo outro, ocorreria entre 2025 e 2030.

Acesse: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Revolucao-Energetica-2015/