ARROZ DÁ ENERGIA E ACENDE LÂMPADAS TAMBÉM

Antes de ir para a panela, o arroz ganhou outra utilidade no Sul do país e se tornou provedor de energia. A beneficiadora de arroz SLC Alimentos aproveitou os resíduos sólidos excedentes para produção de energia elétrica. Em fase final de testes, a indústria se prepara para se tornar autossuficiente e ainda vender os 50% excedentes no mercado livre de energia.

Funciona assim: o vapor da casca do arroz injetado em uma turbina produz força motriz que aciona um gerador de energia elétrica. Dentro da caldeira, a casca queima a uma temperatura de 800ºC. Todo o processo é automatizado e rigorosamente acompanhado por computadores, que mostram os índices de vapor e energia

A economia pode chegar a R$ 280 mil mensais na conta de luz, segundo a reportagem de Cassia Medronha, no Diário Popular. E 18 funcionários operam e fazem a manutenção dos equipamentos da PCT, que tem capacidade para produzir até 5,8 MWH (10% serve para manter a própria atividade da usina). Antes tudo isso ia para o aterro sanitário.

Da queima, ainda sobram 17% do volume inicial com cinzas de casca de arroz. Esse material pode ser transformado para aplicação no solo ou requeima. O vapor e fumaça liberado pelas chaminés são filtrados com mantas de rocha para impactar o mínimo possível o ambiente.

A SLC Alimentos atua no setor de industrialização e comercialização de arroz e feijão desde dezembro de 2000, com a aquisição das marcas Namorado, Americano e Bonzão, entre outros.

Ainda poluímos menos?

A América do Sul apresentou, em 2014, indicador de emissões de CO2 pelo uso de energia de 1,84 tonelada de CO2 por tonelada de energia consumida (tCO2/tep), valor menor do que a média mundial (2,34 tCO2/tep). A grande participação de energias renováveis na matriz energética do subcontinente contribui para esse resultado, segundo o boletim “Energia na América do Sul”, produzido pelo governo brasileiro.

A proporção das fontes renováveis é de 29%, mais que o dobro da média mundial, de 13,6%. O Brasil, com 39% de renováveis em sua matriz  de energia, tem forte influência no indicador da região. Em termos de tonelada média equivalente de petróleo (tep), a América do Sul consumiu 169 milhões de tep de energia de fontes renováveis em 2014, equivalentes a 9,1% das renováveis do mundo.

Brasil tem capacidade de gerar metade de toda eletricidade da América do Sul.

De toda potência instalada na América do Sul, que alcançou 268 GW em 2014, o Brasil responde por metade (133,9 GW). Já na capacidade instalada de refino da América do Sul, de 5.427 mil barris por dia (bbl/dia), o Brasil responde por 43,3% (2.352 mil bbl/dia).

 

Alta tensão

 

Eletrobras, Cemig, WEG e CPFL Energia aparecem em índice internacional de sustentabilidade

Dow Jones Sustainability Emerging Markets Index reúne empresas bem avaliadas em aspectos de meio ambiente, governança corporativa e responsabilidade social. A Eletrobras está no índice pela 4ª vez consecutiva e a Cemig continua na lista pelo 16º ano consecutivo

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Noruega cumpre compromisso de contribuir com US$ 1 bilhão para o Fundo Amazônia

A ministra norueguesa do Clima e do Meio Ambiente, Tine Sundtoft, anunciou ontem, no Rio, que o aporte é um reconhecimento dos excelentes resultados obtidos na última década pelo Brasil na redução do desmatamento da floresta.

O Fundo Amazônia foi lançado pelo Brasil em 2008 e está aberto para contribuições de outros países, pessoas e empresas. A Noruega foi o primeiro contribuinte do Fundo e assumiu o compromisso de doar até US$ 1 bilhão à iniciativa no período de 2008-2015, dependendo do sucesso brasileiro em reduzir o desmatamento da Amazônia.

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Empresas da Itália, Espanha e Chile investem em produção de energia solar no Piauí

A Green Power, da Itália, a maior do mundo no setor; a Celeo Redes Brasil, da Espanha; e a Gran Solar, do Chile, estão implantando usinas solares fotovoltaica no Piauí. O sol por 12 horas ao dia, umidade do ar 40% a 50% e temperatura média de 27º são ideais para a produção de energia solar

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BNDES aprova R$ 1 bi para três complexos de energia eólica

O investimento será feito em projetos no Ceará, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. O potencial de geração de energia previsto é de até 480,19 MW.

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Vale e Cemig podem pagar mais de R$ 50 mi por indenização a pescadores

Trata-se de uma ação movida pelo MPF, Ministério do Trabalho e Defensoria Pública. O motivo seriam impactos sociais e ambientais causados pela UHE de Aimorés, no Rio Doce. Além dos R$ 50 milhões por danos morais coletivos há também indenizações individuais de R$ 90 mil a 123 pescadores que perderam sua única fonte de renda com a represa.

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