Energia renovável e combate ao aquecimento global, com a bênção do papa

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Pela primeira vez nos últimos 40 anos, a economia mundial cresceu sem um aumento paralelo das emissões de CO2. Era uma tendência, já que, em 2014, mantiveram-se estáveis em relação a 2013. Uma grande notícia, um negócio da China. Sim caros leitores, este fato histórico traz uma atmosfera de mudanças no gigante asiático, que depois de mascarar as condições irrespiráveis das grandes cidades mandarins, aderiu ao uso de energias renováveis, com esforços para promover medidas de eficiência energética.

No mesmo dia em que o Papa Francisco anunciou apoio às causas ambientalistas, principalmente contra o aquecimento global na já conhecida encíclica verde, foi publicado o relatório Renewables 2015 Global Status Report, da REN21 (Renewable Energy Policy Network for the 21st Century), fonte dessa notícia importante, traz balanço sobre as fontes renováveis no ano de 2014, com recorde de instalação, de crescimento e de investimentos.
Foram adicionados cerca de 135 GW em usinas de fonte renovável, 8,5% a mais do que em 2013, que hoje correspondem a 27,7% da capacidade mundial para gerar eletricidade.

A capacidade instalada solar fotovoltaica aumentou 48 vezes na última década elevando a capacidade mundial para 177 GW. Já a capacidade de energia eólica cresceu oito vezes na última década somando 370 MW. O Brasil, quarto país que mais instalou usinas eólicas no mundo, adicionando 2,5 GW está em segundo na produção de biocombustíveis.

O relatório também mostra que os investimentos em energias renováveis em países em desenvolvimento aumentaram 36% desde 2013, totalizando 131 bilhões de dólares, quase ultrapassando o investimento total das economias desenvolvidas, que atingiu 138 bilhões de dólares em 2014. Os investimentos foram liderados pela China e o Brasil foi o sétimo país com mais investimentos.

Também vieram novos postos de trabalho: em 2014 cerca de 7,7 milhões de pessoas em todo o mundo trabalharam no setor das renováveis e o Brasil foi o terceiro país onde mais empregos foram criados. O crescimento do setor poderia ter sido ainda maior se os mais de 550 bilhões de dólares anuais em subsídios aos combustíveis fósseis e à energia nuclear passassem a ser alocados em fontes renováveis.