Energia solar: Financiamentos sobem 634% em SP e mais de 3,8 mil% no interior

(Foto: Mariana Proença/ Unsplash)

Lá atrás, quando iniciamos esse blog, esperávamos o momento de poder anunciar que energia solar seria um bom negócio no volume. Se levar em conta o tempo de recuperação do investimento, ainda fica anos luz do retorno necessário. Mas eis que surge um dado que ilumina bem esse caminho. Vamos entender:

Levantamento da Desenvolve-SP aponta que no ano passado foram desembolsados R$ 3,4 milhões em financiamentos para placas voltaicas, valor 634% maior em relação ao mesmo período do ano passado.E o interior paulista lidera essas linhas de crédito, com 95% destinados para Araçatuba, Araçoiaba da Serra, Bariri, Campinas, Flórida Paulista, Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba e Taubaté.

As linhas de créditos para as pequenas e médias empresas da Região Metropolitana de Campinas aumentaram  incríveis 3.847,3% entre 2016 e 2018, segundo levantamento da Agência Desenvolve-SP para o G1 .

A Desenvolve-SP, órgão ligado ao governo de São Paulo, trabalha com linhas de crédito de longo prazo. Em relação aos créditos de economia verde, a taxa de juros parte de 0,17% ao mês (+Selic). E o prazo é de 10 anos, incluso o período de carência. Em 2017, nenhum financiamento chegou a ser fechado na região, segundo a Desenvolve-SP.

Sem choque, sem sustos. Pequenas e medias empresas entenderam o caminho.

Painéis solares flexíveis de nova geração é nova aposta da Petrobras

Com investimentos totais de investimentos de R$ 23,77 milhões, empresa pretende desenvolver polímeros e compostos orgânicos com capacidade de atuar como célula fotovoltaica. Filmes com perovskita solar podem até superar a eficiência dos atuais painéis solares rígidos de silício, com menos custos de produção, dizem os especialistas.

ALTA TENSÃO

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Cláudio Gonçalves, especialista da A.T. Kearney no Brasil, diz que países como a Espanha, China, França, Alemanha, Estados Unidos e Dinamarca estão a frente, mas acredita que o Brasil tem um enorme potencial para ultrapassar a Holanda, a Itália e o Reino Unido, em entrevista ao Portal Energia.

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