Exxon está gastando US$ 1 bilhão por ano para pesquisar energia verde

(Foto: Divulgação/ Exxon Mobil)

A Exxon Mobil, mais famosa por seus erros catastróficos ambientais do que seus sucessos corporativos, investe US$ 1 bilhão por ano em formas alternativas de energia, como algas modificadas para biocombustível para produzir eletricidade.

Mas o que levou a empresa proprietária do petroleiro Exxon Valdez, que vazou em 1989 mais de 36 mil toneladas de petróleo no mar do Alasca após colidir com um paredão de gelo, a repensar suas fontes energéticas?

Difícil apagar a super mancha de  750 quilômetros no mar ou os 1.800 quilômetros de praias cobertos de piche de quase um metro de espessura. Mas eis que a  Exxon Mobil agora destina fundos a mais de cem projetos de pesquisa sobre tecnologias ecológicas, segundo Vijay Swarup, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento.

“Contribuímos com mais do que dinheiro. Contribuímos com ciência, com o compromisso de pesquisar”, disse Swarup em entrevista por telefone à Bloomberg.

A Exxon, com sede no Texas, trabalha com cerca de 80 universidades e colabora com empresas menores na pesquisa. Alguns dos projetos em que a empresa trabalha são:

Biocombustíveis de algas: Swarup antecipa que primeiro será misturado com diesel e combustível para aviões, mas a meta final é vender combustíveis 100% derivado de algas.

Biodiesel feito de resíduos agrícolas: A empresa está trabalhando com a Renewable Energy Group para usar micróbios que transformem resíduos não comestíveis das safras, como palhas, em biocombustíveis.

Intensificação de processos: pretende criar uma forma mais eficiente de refinar petróleo bruto para fazer plástico, com membrana e osmose em vez de calor. Processo que visa cortar pela metade as emissões de dióxido de carbono.

A empresa opera em seis continentes e teve uma receita de US$ 198 bilhões no ano passado, valor maior do que as economias do Catar e do Kuwait somadas, países-membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo. E entra em uma lista crescente de grandes petroleiras que querem controlar a adoção de energias renováveis, assim como a francesa Total ou a Royal Dutch Shell, que já administra sondas offshore para construir parques eólicos no Mar do Norte.

 

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