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Hidrelétricas podem ajudar a combater as mudanças climáticas? 

Usinas geram energia limpa. Seus reservatórios serão cada vez mais importantes para geração de energia solar com placas instaladas nos grandes lagos. Mas será que podem reduzir os níveis de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera?

Segundo o livro “Emissões de Gases de Efeito Estufa em Reservatórios de Centrais Hidrelétricas”, que consolida os resultados do estudo Balanço de Carbono em Reservatórios (Balcar), projeto de pesquisa  apresentado pela Eletrobras Eletronorte, provocada pela ANEEL, isso é bem realista.

Das oito usinas hidrelétricas em operação pesquisadas até 2013, incluindo áreas dos futuros reservatórios. Os resultados mostram que Funil, na Região Sudeste e Xingó, na Região Nordeste, registraram taxas negativas de emissão de gases, ou seja, absorvem GEE da atmosfera. Os pesquisadores fizeram 44 levantamentos de campo em 11 aproveitamentos hidrelétricos no Brasil, oito em operação (UHEs Balbina, Itaipu, Tucuruí, Serra da Mesa, Xingó, Três Marias, Funil e Segredo) e três em construção (UHEs Santo Antonio, Belo Monte e Batalha).

A maioria das pesquisas do gênero se baseia apenas na emissão bruta, ou seja, na medição da atual emissão nos reservatórios. Já o Projeto Balcar mensurou também as emissões líquidas nos reservatórios, uma inovação. O conceito é simples e consiste em subtrair as emissões que existiam antes da construção do reservatório e comparar com as emissões atuais. Assim é possível separar o montante de efetiva responsabilidade das hidrelétricas.

Com fotos de satélite da época anterior à criação do reservatório foram criados três cenários: “Floresta Neutra”, ou seja, antes do reservatório, “Floresta Remoção”, quando havia captura de carbono pelo meio ambiente e “Floresta Emissão”, quando gases já eram emitidos sem intervenção humana.  Nos três cenários o reservatório da usina hidrelétrica Xingó, na Bacia do Rio São Francisco, absorve 0,56 gCO2e/kWh (gramas de dióxido de carbono equivalente a cada quilowatt-hora de energia produzido na usina). O mesmo ocorre em Funil, na Bacia do Rio Paraíba do Sul, onde hoje o nível de emissão de GEE é menor do que antes da construção do reservatório, negativa em 1,35 gCO2e/kWh.

Mesmo as hidrelétricas que emitem dióxido de carbono, à exceção de Balbina, fazem numa proporção menor do que uma térmica equivalente alimentada a gás (412 gCO2e/kWh) ou a carvão mineral (900 gCO2e/kWh). Tucuruí emite 34 gCO2e/kWh no cenário “Floresta Neutra”, 52,4 gCO2e/kWh no cenário “Floresta Remoção” e 7,07 gCO2e/kWh no cenário “Floresta Emissão”, por exemplo. Já Itaipu, a segunda maior hidrelétrica do mundo, emite 1,97 gCO2e/kWh em “Floresta Neutra”, 4,01 gCO2e/kWh em “Floresta Remoção” e é um sumidouro no cenário “Floresta Emissão”, absorvendo 1,02 gCO2e/kWh.

O Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Eletrobras Cepel), junto com Coppe/UFRJ, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Universidade Federal de Juiz de Fora, Universidade de São Paulo, Universidade Federal do Pará, Instituto Internacional de Ecologia e Gerenciamento Ambiental, Universidade Federal do Paraná, Universidade Federal Rural da Amazônia, Universidade Federal Fluminense e Universidade Federal do Rio Grande do Norte participaram da pesquisa,   que envolveu 108 pesquisadores, 49 deles doutores e 31 mestres.

Mas há quem discorde: uma hidrelétrica polui quatro vezes mais do que o estimado, revela estudo realizado pelo Instituto Catalão de Ciências do Clima – IC3 e pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – Inpa, do Brasil. As usinas construídas em áreas tropicais “são as que mais emitem gases de efeito estufa”, informa o pesquisador Philip Fearnside. O biólogo explica que o metano liberado pela água que sai das turbinas e o gás carbônico é emitido quando folhas e plantas apodrecem na beira dos rios são problemáticos. No Brasil, cita exemplo da hidrelétrica de Três Marias, construída na década de 1960, em Minas Gerais: “é a campeã de emissões de metano”, denuncia.

Segundo ele, na primeira década de funcionamento, Belo Monte e a barragem de Babaquara “emitirão o equivalente a 11,2 milhões de toneladas de carbono em forma de CO2/ano”, equivalente à poluição da cidade de São Paulo.

Com informações de Infoenergia

(Foto: Cemig)
(Foto: Cemig)

Curtas elétricas

Feira de energias renováveis reúne 130 marcas nacionais e internacionais

A EnerSolar+Brasil -Feira Internacional de Tecnologias para Energia Solar 2015 acontecerá de 15 a 17 de julho, em São Paulo. Marcas do Brasil, Itália, EUA, Alemanha, Espanha, França, Canadá e China apresentarão ao mercado alternativas em fontes energéticas sustentáveis.

Fonte: Folha de S.Paulo

Açudes servirão também para gerar energia

A ideia é aproveitar uma parte do espelho d’água dos açudes para a instalação de um parque flutuante com placas fotovoltaicas, como já é feito em reservatórios na China

Fonte: Diário do Nordeste

Duas usinas solares da ENEL iniciam testes de operação em Pernambuco

A Agência Nacional de Energia Elétrica autorizou os testes de operação das usinas Fontes Solar I e II, da Enel Soluções Energéticas, segundo despacho publicado no Diário Oficial da União da última quarta-feira, 24 de junho. Os empreendimentos têm 5MW de potência cada e estão instalados no município de Tacaratu, no estado de Pernambuco.

Fonte: Canal Energia

Energia solar: Brasil terá mais de mil megawatts em 2017

O Brasil tem apenas 15,18 MW de energia solar em operação, muito pouco para o potencial nacional. Ao contrário da energia eólica, que tem regiões favoráveis bem delimitadas – no Sul e no Nordeste – a energia solar pode ser aproveitada em várias regiões do país. Com novos leilões marcados, espera-se superar a marca de 1.000 MW.

FontePortal Vermelho

Santa Catarina lança programa de incentivos às energias renováveis

O plano será lançado no dia 24, pelo governo de Santa Catarina. O programa trata, prioritariamente, de Pequenas Centrais Hidrelétricas e Usinas Eólicas.

 Fonte: Blog Moacir Pereira

Procuradores da República começam a investigar a usina nuclear Angra 3

O procurador Carlos Fernando Lima confirmou que a construção da usina Angra 3 está sob investigação. Há suspeitas de que a ação das construtoras se espalha por estradas, hidrelétricas e o setor de energia nuclear.

Fonte: Diário Catarinense