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Bactérias podem acender a luz no fim do túnel da crise energética no futuro

Em tempos de apagão até na luz do fim do túnel, duas iniciativas bem criativas chamam atenção. Todos sabemos que alguns animais marítimos, como enguias, são capazes de gerar eletricidade. E o que dizer de bactérias? Bom, pesquisadores da Universidade Federal do Vale São Francisco criaram um sistema que gera energia a partir da
Escherichia coli. O nome é complicado, a fonte é minúscula, mas a ambição é gigantesca.

Em 11 dias de cultivo em ambiente controlado, as bactérias formaram uma célula capaz de gerar 0,5V. Os cientistas querem tornar possível a geração em quantidade equivalente à ernergia solar, em escala industrial. A equipe montou um reator, onde se separam as bactérias, uma solução com água e um trocador de prótons, a 37oC. Ao se reproduzirem, geram energia para o outro lado, por meio de eletrodos de carbono.

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(Foto: Don Antonio’s Salmonella Lawyer)

Os pesquisadores da Univast chamaram atenção do celebrado MIT (Massachuetts Institute of Technology) e o trabalho agora está sendo desenvolvido nos Estados Unidos até 2016. O desafio atual foi acoplar as células bacterianas a um resistor de mil ohms. E o resultado atingiu 53 milivolts, modesto, é verdade, mas animador. A busca por soluções energéticas pode passar de estação em estação, dos megaprojetos para os microprojetos, com a mesma eficiência, sempre que mentes brilhantes acendem uma luz a mais no fim do túnel.