Lei para incentivo do uso da energia solar em São Paulo será por decreto

painéis solares
(Foto: Freepik)

Semana começa pra gente ensolarada e cheia de  energia para segurança jurídica do setor e movimentação de mercado. Na capital paulista, uma nova lei prevista para ser aprovada até o final deste semestre deve ser levada adiante, para vigorar decreto-lei em 2020. A lei é baseada nas legislações das cidades de Palmas, no estado do Tocantins, e da Califórnia, nos Estados Unidos.

“O uso de energia solar térmica, para aquecimento de água, já existe. O que está na ordem do dia é a energia fotovoltaica para a geração de eletricidade, que poderá ser compartilhada na rede sempre que houver excedente”, diz Douglas Messina, técnico do Laboratório de Instalações Prediais e Saneamento do Institutos de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Para o presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Lopes Sauaia, é hora de apertar o passo: “O Brasil produz menos de 1% desse tipo de energia e precisamos avançar por meio de políticas de incentivo”.

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A Coopercitrus – Cooperativa de Produtores Rurais, sediada em Bebedouro (SP), inaugurou uma usina fotovoltaica com 3,6 mil placas e 1,17 megawatt de potência. A instalação custou R$ 5 milhões.

E, na maior feira de supermercados do país (APASHOW), o estande da Ilumisol, o leva sistema de geração de energia através de condições exclusivas. A Ilumisol é uma empresa brasileira e está presente em 21 estados, com 41 unidades estabelecidas e já fez mais de 5.000 obras distribuídas em todo o território nacional, gerando uma economia de mais de 8 milhões de reais por mês aos seus clientes.

Os sistemas instalados pela empresa ultrapassam a casa dos 100 MWp de potência instalada e geram mais de 11 GWh por mês, o suficiente para alimentar cerca de 70 mil residências com consumo médio brasileiro.

Intersolar: São Paulo sedia o maior evento da América Latina

Entre os dias 27 e 29 de agosto, São Paulo vai sediar a Intersolar South America, feira e congresso sobre o desenvolvimento de geração e produção fotovoltaicas e tecnologias termossolares. “O investimento em energia solar se paga em torno de seis anos para uma sistema que vai ter mais 19 ou 20 de vida útil. Hoje, só não investe em energia solar quem não tem dinheiro para colocar, o que não é o caso do setor rural”, explica a direção da coop.

Mercado: O Brasil acaba de superar a marca de 2.000 megawatts (MW) de potência operacional em sistemas de geração centralizada solar fotovoltaica, ou seja, usinas de grande porte, conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN), que é o sistema de produção e transmissão de energia elétrica no Brasil.

Um sistema residencial de 4 quilowatts (kW) de capacidade, custava cerca de R$33 mil, em 2016. Ano passado esse valor foi bem menor, R$22 mil. A perspectiva é de mais queda para os próximos anos.

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