Mais da metade do lixo de Dubai vai se tornar energia elétrica

(Foto: Divulgação)

E por quê o Brasil, paraíso dos lixões, não acompanha esse mesmo destino? Taí uma dica de visita para o ministro do Meio Ambiente resolver o problema dos lixões que não se desativam no país, apesar dos prazos nunca cumpridos pelas administração pública, em todas as instâncias.

Países como China, Suécia e a Noruega enxergam energia no lixo. E Dubai será o próximo a investir em tecnologia, para construir a maior usina do mundo, com a queima de resíduos gerando calor para mover uma big turbina de eletricidade.

A usina em Dubai, a maior cidade dos Emirados Árabes, ocupará um espaço de 20 mil metros quadrados, com capacidade de tratar cinco mil toneladas de lixo e gerar 185 MW de eletricidade. Como a cidade produz 8 mil toneladas de resíduo por dia, o objetivo da usina é alcançar o montante de 1,82 milhões de toneladas por ano, transformando assim mais de 60% do lixo produzido em energia – e, chegando a esse número, abastecendo 120 mil residências por lá.

O problema ainda resolver é a poluição. Diversos estudos já apontam para soluções eficazes, no entanto, que seriam capazes de neutralizar todas as emissões, através de capturas e armazenamento de carbono.

A usina em Dubai será uma parceria da suíça Hitachi Zosen e a belga Besix Group, com previsão de  funcionamento em 2020.

Fonte: SpotSci

Estudo da AEN indica que descarbonização traz impactos a sistemas elétricos

Da Agência Canal Enegia

Relatório da Agência de Energia Nuclear mostra que o aumento da participação de fontes de energia variáveis resultou em grandes ineficiências impostas a todo o sistema elétrico. Esses custos do sistema não são devidamente reconhecidos pelas atuais estruturas de mercado e atualmente são suportados pelo sistema em geral de uma maneira que torna difícil a tomada de decisões e investimentos.

O documento “Os Custos da Descarbonização: Custos dos sistemas com altas participações de Nucleares e Renováveis”, sinaliza que há tecnologias maduras e de baixo carbono para ajudar os países a atingir as metas, como a solar e eólica, hidroeletricidade e energia nuclear. De acordo com o estudo, o compromisso de redução de emissões não está caminhando no modo correto para atingir as metas estipuladas, nem mesmo por países que tem condições de atuar com mais intensidade neste processo.

O estudo foi lançado na Hungria, que importa até metade de sua eletricidade nos períodos de pico. Segundo János Süli, ministro responsável por um novo projeto nuclear no pás, o estudo traz importantes insights para o país, que que garantir o mais alto padrão de segurança do fornecimento de eletricidade a um custo acessível para os consumidores

A Agência de Energia Nuclear alerta que sem a introdução de novas políticas de mercado de energia, é improvável que essa situação de ineficiência mude. Segundo o estudo, é fundamental a criação de estruturas e longo prazo que forneçam estabilidade e confiança aos investidores em todas as tecnologias de geração de baixo carbono. Outra necessidade apontada é a do realinhamento dos sistemas e mercados para a garantia da segurança do fornecimento e da confiabilidade do sistema.

Para William D. Magwood, diretor geral da NEA, atingir as metas de redução de emissão exigirá o uso de todos esses recursos de baixo carbono. uma maneira economicamente saudável.

Bandeira tarifária continua verde em fevereiro

A justificativa da Agência Nacional de Energia Elétrica é que “a estação chuvosa está em curso, propiciando elevação gradativa da produção de energia pelas usinas hidrelétricas e melhora do nível dos reservatórios, com a consequente recuperação do risco hidrológico.”

A bandeira verde indica um cenário melhor em termos de custo de geração de energia, sem repasse adicional desse custo para a conta do consumidor. Na reunião mensal de janeiro, realizada no último dia 10, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico avaliou que a probabilidade era de pouca chuva para as semanas seguintes, mas o abastecimento de energia  elétrica no Sistema Interligado estava garantido e não haveria necessidade de acionamento de usinas térmicas mais caras.

 

ALTA TENSÃO 

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