De carro ou de bike, o asfalto vira fonte de energia!

(Foto: Estado de Minas)

Duas experiências reforçam a tese que é do experimento que se consegue grandes feitos. Baseados na ciência, vamos tratar de duas experiências que, se não vão acender a luz no fim do túnel da crise energética, podem iluminar as mentes para pequenas ações que reforçam nossa capacidade de se reinventar, em dois ambientes: universidade e laboratórios multinacionais. A primeira experiência é de um universitário paulista, que transformou sua bike em fonte de energia elétrica. A segunda, de parceria chino-americana, que possibilita transformar em energia o atrito do pneu com o asfalto.

Pedala Gustavo!

Primeiro vamos abordar a iniciativa do quintoanista da PUC de Minas, o futuro engenheiro Gustavo Tonucci. Há um ano ele construiu um protótipo capaz de transformar energia mecânica em elétrica. Tudo começou com aquela lâmpada de professor pardal que brilha na mente diante de uma crise. A bicicleta encostada, os motores nos estudos e o casamento de situações. O resumo da ópera é que ele adaptou uma bateria na frente da bike e voi là!

Segundo ele, com a frente livre e rodinhas suportando o motor atrás, a bike se locomove sem problemas, ao contrário das experiências conhecidas em que se pedala para gerar energia com as rodas fixas no solo. Três benefícios diretos aí. O primeiro são com as pedaladas mantendo o ocupante da bike em forma. O segundo é a geração de energia limpa e, por fim, a não dependência de tomadas e afins.

O motor mais leve foi encomendado da China  O objetivo é colocar no mercado futuramente, mas também de olho em academias, onde a energia pode alimentar ventiladores e até a iluminação local.

Negócio da China

Não é preciso derrapagens chocantes. Mas já é possível gerar energia a partir do atrito dos pneus do carro no asfalto. Pesquisadores da China e dos Estados Unidos construíram protótipos explorando técnicas a partir de geradores piezoelétricos e coletores de energia vibracional.

Na China, a equipe de Yanchao Mao construiu um nanogerador tribológico (em grego, significa atrito). Segundo explicou a “fricção entre o pneu e o solo consome cerca de 10% do combustível de um veículo”. Energia desperdiçada, até agora, que pode reverter em potência para os veículos. Pelos cálculos dele, com um nanogerador consegue 50% na conversão do atrito em eletricidade. E economiza 10% no consumo de combustível.

O protótipo cobre uma parte do pneu de um carrinho de brinquedo, mas gera energia suficiente para alimentar alguns LEDs também. Ele já havia construído uma capa para celular que recarrega a bateria e um nanogerador movido a respiração. Essas histórias terão um novo capítulo nessa coluna!