Na contramão da energia limpa, sua conta de luz vai subir para finalizar energia atômica

(Foto: Pixabay)

Os técnicos calcularam os efeitos que a construção da usina teria no bolso do consumidor, caso seja aplicado o aumento da tarifa de Angra 3, aprovado em outubro pelo governo. Se o valor da energia saltar de R$ 240/MWh para R$ 480/MWh, a conta de luz subiria imediatamente 1,35%.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) afirmou que a decisão é do governo Bolsonaro, mas que o País possui uma série de fontes de energia com tarifas bem inferiores à que o governo pretende cobrar pela conclusão e operação da usina, que está com as obras paralisadas há mais de três anos no Rio de Janeiro.

A indefinição sobre o futuro de Angra 3, que está com 58% de sua estrutura concluída, é uma das heranças deixadas pelo governo Temer. O custo bilionário para concluir ou desmontar a usina levou o Tribunal de Contas da União (TCU) a abrir uma auditoria na Aneel para apurar a situação do empreendimento controlado pela Eletronuclear, estatal do grupo Eletrobras.

Bolsonaro tem sinalizado que tem a intenção de concluir a usina.  Angra 3 já consumiu ao menos R$ 8 bilhões dos cofres públicos. Como informou o jornal O Estado de S. Paulo em junho do ano passado, o custo de conclusão da planta nuclear já foi estimado em R$ 17 bilhões. Por outro lado, desistir dela custaria R$ 12 bilhões.

 

ALTA TENSÃO

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O deputado Gil Lancaster protocolou na última segunda-feira na Assembléia Legislativa de São Paulo o PL 672/ 2018, que institui a Política Estadual de Incentivo ao Uso da Energia Solar.

O programa, que tem como objetivo ampliar a energia solar em comunidades indígenas, quilombolas, caiçaras e as distantes de redes de transmissão. Também em sistemas termossolar para aquecimento de água em residências de famílias de baixa renda; atração de investimentos para a implantação de usinas solares e Instalação de sistemas de fotovoltaico nos prédios públicos, escolas, empresas e autarquias.

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Os 2,6 bilhões de MW/h poderiam iluminar o planeta por 42 dias; os Estados Unidos por 7,5 meses; o Brasil por 5 anos e meio; o Paraguai por 167 anos; o Estado de São Paulo por 20 anos; ou a região de Brasília por 420 anos.

Mundo se distancia cada vez mais de objetivo climático

O Acordo de Paris não está sendo cumprido e a emissão de gases de efeito estufa continua alta. Emissões globais de gases de efeito estufa batem recorde.

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