NA ONU, DILMA ADMITE FALHAS NAS OBRAS HIDRELÉTRICAS E APOSTA EM ENERGIA LIMPA

A presidenta Dilma  Rousseff discursou na Conferência da ONU para a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015, onde anunciou os compromissos ambientais que o Brasil se compromete a cumprir nos próximos anos.

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O Brasil pretende reduzir em 37% as emissões de gases de efeito estufa até 2025. Para 2030, a ambição é chegar a uma redução de 43%. Estas são as metas que serão levadas para a Conferência do Clima em Paris, em dezembro. Segundo o discurso,  “ somos um país muito especial nessa área. Reduzimos em 82% o desmatamento; temos uma matriz energética que tem hidrelétrica, solar, eólica, biomassa”.

A presidenta deixou claro que não irá interromper o projeto da Usina São Luiz do Tapajós. “Existem falhas em qualquer construção de qualquer projeto. “Temos de querer é que as populações que cercam esses ambientes sejam as menos impactadas possíveis, inclusive a população indígena”, completou. Dilma lembrou ainda que o Brasil tem uma área de reserva indígena do tamanho da França”.

Sobre  falhas na construção da hidrelétrica de Belo Monte, vejam o que disse: “Tem falha? Ah, não tenha dúvida que tem. Mas o fato de ter falhas não significa que a gente vá destruir esse processo… o Brasil não pode abrir mão da hidreletricidade ainda”, afirmou.

 

ONGs elogiam metas de Dilma para clima, mas cobram Brasil a ir além

Segundo ambientalistas, as metas anunciadas pela presidenta Dilma para tentar frear o aquecimento global são positivas, mas estão aquém do que o país poderia oferecer e do que o mundo necessita. Mas deve-se destacar que a meta brasileira é uma das mais ambiciosas apresentadas até agora, como disse Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, rede que reúne ONGs ambientalistas.

Entre as metas, o Brasil terá 45% de participação de fontes renováveis na energia consumida pelo país – eletricidade e combustíveis. Hoje já estamos em 42,5%. Em relação à matriz de eletricidade em 2030, disse que 23% da geração serão de fontes limpas como biomassa, eólica e solar. O Plano Decenal de Energia (PDE 2024) já previu que a capacidade instalada subirá para 21% em 2018.

 

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Anos de 2015 e 2016 serão os mais quentes da História

A previsão é de estudo britânico. Meteorologista alerta para risco de descargas elétricas

O El Niño vai aumentar as temperaturas para os próximos dois verões. A previsão do serviço meteorológico da Inglaterra mostra que 2014, 2015 e 2016 serão os anos mais quentes da História contemporânea em todo o planeta. é o que diz Rowan Sutton, professor do Centro Nacional de Ciências Atmosféricas de Londres.

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Minas e Energia aprova meta para produção de energias alternativas

A Comissão de Minas e Energia aprovou o prazo até 2018 para que pelo menos 10% do consumo anual de energia elétrica no País seja proveniente de fontes alternativas, como solar, eólica e aquela produzida a partir da biomassa. Cada distribuidora e cada consumidor livre deverá comprovar anualmente ao Ministério de Minas e Energia o cumprimento da meta.

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