Telhado verde e placa solar: a sombra que paira sobre a energia limpa

(Foto: Pixabay)

O Brasil já adotou um direcionamento para política de energia alternativa. Os recentes leilões, e os que devem acontecer ainda neste semestre, demonstram que haverá investimento e atrativos para quem pretende investir em energias solar, eólica ou biomassa.

Segundo o relatório Tendências Globais em Investimentos em Energia Renováveis, iniciativa do Programa das Nações Unidas para Meio Ambiente, o Brasil já figura entre as 10 nações que mais investem em energia eólica.

O Greenpeace faz campanha junto ao Ministério de Minas e Energia para que resolva outro problema: a tributação que pesa sobre a implantação de projetos. Os verdes têm motivos para acreditar que o governo vai atender o pedido, já que as crises energética e hídrica não estão afastadas.

Muitas soluções verdes minimizam o impacto ambiental, mas ainda causam problemas ao meio ambiente. Segundo o físico e ambientalista, Germano W. Jr., que é co-fundador do Instituto Rã-bugio e pesquisador visitante da Rice University, o lado escuro da energia solar é o processo de fabricação. Para montar as células fotovoltaicas são usados produtos químicos tóxicos, gerando resíduos perigosos que são descartados no meio ambiente, como a bateria que armazena a carga elétrica – boa parte feita com chumbo, produto nocivo cancerígeno.

China e Índia, dois países de ponta na questão de energia limpa, vão lançar 2,4 milhões de toneladas de chumbo decorrentes do processo de mineração e fabricação das baterias solares no meio ambiente. Segundo o pesquisador, exames de sangue realizados antes deste plano, revelaram que 33% das crianças da China e 22% da Índia já estavam contaminadas com chumbo em níveis acima do considerado seguro. Germano conclui que os painéis solares são uma ótima solução para fornecer energia elétrica em lugares remotos para sistemas de comunicação, sinalização, pequenas comunidades isoladas, etc. Mas ainda não podem ser chamadas de energia limpa, de fato. O que dirão as ONGs e ambientalistas diante desse fato?