O NORDESTE PODE SER NOSSA AMAZÔNIA EM 2260?

Você pode não presenciar, nem seus filhos; talvez os netos de seus filhos presenciem um Brasil menos verde. Aqui vai uma reportagem alarmante, não alarmista, publicada pelo site da Ong INFO AMAZÔNIA, que dá uma radiografia apocalípitica para a Floresta Amazônica, mas deixa um fio de esperança. Baseada em pesquisa do geógrafo Mark Mulligan, do King’s College de Londres, chegou-se a uma conclusão de que restam pouco mais de dois séculos de vida à maior floresta tropical do planeta. Após os 245 anos calculados, caso as atuais unidades de conservação não sejam efetivamente protegidas, a floresta vai desaparecer, no pior cenário MAD MAX, o filme.

Para ser mais dramático na profecia, antes do fim a Amazônia virão outros desastres naturais. Como a Floresta brasileira influi diretamente no equilíbrio climático do planeta, o aquecimento global pode se acentuar,  o sequestro e o armazenamento do carbono serão comprometidos, assim como a oferta de água, o controle da erosão e o fim da biodiversidade.

O pesquisdor  é um dos criadores de uma ferramenta de mapeamento de serviços ecossistêmicos chamada Co$ting Nature (em português, algo como “Valorando a Natureza”), que usa um modelo de mudança do uso da terra, o QUICKLUC 2.0.  A importante reportagem de Thiago Medaglia reproduzida aqui, mostra que a ferramenta online agrega camadas de dados espaciais nos contextos biofísico e sócio-econômico, além de biodiversidade, serviços ecossistêmicos, pressão antrópica e futuras ameaças.  “Ela executa uma espécie de contabilidade do capital natural e calcula as prioridades de conservação de cada um quilômetro de pixel em uma escala global ou regional”, explica Mark.

A ferramenta, que é um recurso técnico usado por pesquisadores em mais de 1000 organizações em 141 países, já foi aplicada em escala local e nacional nos vários continentes.  Um dos diferenciais é o de não se limitar às extensões desflorestadas, método como o índice Prodes, usado pelo governo, que calcula as extensões anuais perdidas de floresta desde 1988.

O Co$ting Nature, agrega pressões pela população humana, ocorrência de incêndios, intensidade das atividades agrícolas, densidade de infraestrutura (barragens, minas, petróleo e gás, urbana). E também as ameaças projetadas em população e PIB, mudança climática projetada e iluminação pública.

Estoques de carbono na Amazônia

Estima-se que cerca de 10 bilhões de toneladas de carbono são lançadas no planeta, dos quais 85% provém da queima de combustíveis fósseis, 10% pelo desmatamento e 5% da indústria de cimento.

F1

Amazônia protegida?

Atualmente 52 milhões de hectares da Amazônia se encontram protegidos na forma de 95 unidades de conservação de diferentes categorias. A meta oficial é chegar a 60 milhões de hectares nos próximos anos, o que representaria 15% de todo o bioma em sua porção brasileira.

“As áreas protegidas são a melhor ferramenta de conservação que temos em nossa caixa de ferramentas”, diz Mark Mulligan. Segundo a reportagem,  mais de 16% das áreas terrestres estão protegidas. “Estamos bem no caminho para a meta de 17% de áreas protegidas em 2020?, complementa Mark.

2060
2060
2110
2110
2160
2160
2210
2210
2260
2260

Leia a matéria original e completa e veja todos os gráficos em http://costingnature.infoamazonia.org/

 

Senado aprova incentivos para equipamentos de energia solar e eólica

A energia está rolando no Senado para projetos de geração solar e eólica. Foi a aprovada a redução de juros para financiamento de sistemas de geração de energia fotovoltaica e eólica de pequeno porte e queda no preço dos equipamentos utilizados nesses sistemas, através de isenção de IOF, IPI e Imposto de Importação. O Projeto de Lei (PLS) 475/2013 foi aprovado nesta quarta-feira (19), pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI).

O projeto é da senadora Lídice da Mata (PSB-BA) e contou com voto favorável do relator, senador Elmano Férrer (PTB-PI). Para ser convertido em lei, o texto ainda precisa passar pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e também ser aprovada pela Câmara dos Deputados.

Para o relator, é urgente incentivar a geração de energia de capacidade reduzida, que foi preterida pela política de grandes projetos no setor elétrico. O senador Hélio José (PSD-DF) lembrou que foi criado na Comissão de Infraestrutura um grupo de trabalho para unificar projetos de lei que tratam de incentivos ao uso de energia solar e eólica.

 

Alta voltagem

Em São Paulo, sistema Alto Tietê enfrenta o mês mais seco da história

Sem chuva e com vazão de rios 66% abaixo da média para agosto, o Alto Tietê corre sério risco de esvaziamento. “Se essa média continuar, o sistema seca na primeira semana de novembro”, projeta o engenheiro José Kachel, membro do Comitê da Bacia do Alto Tietê.

Saiba mais aqui.

 

Vazões esperadas para final de agosto recuam em todo o país

A previsão agora é de elevação do custo marginal de operação.  A demanda projetada para o mês é 3,2% menor do que o mesmo período de 2014. A previsão de carga no mês aumentou um pouco na comparação com a semana passada, mas ainda assim é de queda de 3,2% ante os 3,4% estimados anteriormente. SE/CO e Sul ainda são os submercados que deverão puxar a demanda com retração de 4,7% e de 3,2%, respectivamente. No NE a perspectiva é de aumento de 0,1% e no Norte de 1,7% ante o mesmo mês do ano passado

Saiba mais aqui