O que esperar do novo presidente no ambiente de energia? Luz verde!

(Foto: Pixabay)

Agora que o Brasil se definiu politicamente, cabe aos empresários, investidores, ambientalista e órgãos ambientais demonstrarem com energia que investir em fontes renováveis é o grande negócio para garantir num futuro melhor e acompanhar a tecnologia que moverá o mundo nas próximas décadas. Seja energia solar, eólica, de biomassa, vinda das mares, rios e até dos consumidores que já produzem a própria eletricidade.

Não deve ser assim uma missão tão difícil, pois, comprovadamente, gera empregos, atrai capital estrangeiros, instala empresas no país e pode remodelar regiões, como o Nordeste, transformando-os em polos produtivos, capacitados e com muita luz, para dar e vender.

Não basta retomar hidrelétricas e prometer royalties para os indígenas, caso sejam retomados projetos como São Luiz do Tapajós. Esse novo governo precisa ser influenciado pela sustentabilidade. Não há vocação nesses novos anos para trumpismos.

 

Economia de 8 dias: Horário de verão não se justifica?

Para se ter uma ideia, nos 126 dias em vigor entre no final de 2017 e início de 2018, o horário de verão gerou apenas 74,2 MWh em 234 cidades atendidas pela CPFL Paulista, equivalente ao abastecimento de uma cidade como Campinas (que possui de 1,1 milhão de habitantes). Por essas e outras, gera mais transtorno do custo-benefício.

Em vigor desde 1931, o horário de verão este ano terá início em 4 de novembro. Na avaliação da ABESCO (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia), Alexandre Moana, “os motivos para o horário de verão existir diminuíram ao longo do tempo e perderam a relevância”.

Argumentação do presidente: o ar-condicionado se tornou o maior vilão do consumo de energia no país. Então, conclui-se que a temperatura é o que mais influencia os hábitos do consumidor e não a incidência da luz”. Se a casa for construída com a parede mais fina do que deveria e o sol estiver batendo justamente nela, o gasto de energia, desnecessariamente, pode superar os 40%”, explica.

 

ALTA TENSÃO

Assinado o primeiro contrato de fornecimento de energia solar do Brasil

“Ser o primeiro contrato de energia solar do Brasil já tem sua importância. E o fato de ser o primeiro parque híbrido do País e um dos pioneiros na América Latina reforça que esse é o caminho que vamos buscar reproduzir em outros projetos de energia eólica no Estado, inclusive os de grande porte. Pois torna a entrega de energia mais estável e rentável, devido ao compartilhamento de infraestruturas”, disse o secretário executivo de Energia, Eduardo Azevedo.

Brasil anuncia plano de recuperação de florestas

Além de apresentar o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (PLANAVEG) e estabelecer uma nova política nacional de biocombustíveis (RenovaBio), que deve aumentar a eficiência de produção dos biocombustíveis e reduzir as emissões de gases de efeito estufa, reforçou que o Brasil está oficialmente se candidatando a sediar a COP25, em 2019. “Temos um longo histórico de importantes encontros internacionais e pretendemos manter esta tradição”, disse o ministro Sarney.

 

Flashes

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