Se o aquecimento global não dói na consciência, quem sabe no bolso?

(Foto: Pixabay)

Usamos como ponto de partida a reportagem publicada na Central Press para falar do que o governo Bolsonaro precisa ver além da patriotada. Aquecimento Global não é levar no banho maria o problema. 2º graus para muitas autoridades no assunto representam um caminho sem volta. E, digamos que ainda reste algum caminho nessa fervura iminente do planeta, oceanos e desertos? O climatologista Carlos Nobre, doutor pelo Massachusetts Institute of Technology e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, alerta que caso o Acordo de Paris não seja cumprido, o Brasil deixaria em pouco tempo de ser a potência agrícola.

O Brasil sofreria impactos significativos na produção de alimentos e, por consequência, nas exportações.“Se a temperatura subir entre 3°C e 4°C, o Brasil não terá mais condições de manter uma expressiva produção agrícola. Talvez apenas a Região Sul tenha alguma condição. A pecuária também vai cair muito”, afirma Nobre. E, claro, preços nas feiras livres e supermercados vão explodir, gerando inflação e toda aquela roda especulativa que já vimos antes aqui e presenciamos hoje na Venezuela. Aguentaríamos uma crise como essa, num país com cerca de 50 milhões vivendo entre sub emprego e na informalidade?

Geração de energia desacelerada

O secretário-executivo do Observatório do Clima e membro da Rede de Especialistas, Carlos Rittl, ressalta que produtores de café em Minas Gerais já migram para outros cultivos.

“Além de afetar diretamente a população, a falta de água impacta setores econômicos importantes, como a produção de alimentos e a geração de energia. A agricultura brasileira consome cerca de 2/3 da água produzida no país. E as hidrelétricas dependem das chuvas que abastecem os rios que movem as turbinas. Em determinados cenários, há rios da Amazônia, onde se planeja a construção de grandes hidrelétricas que podem perder 30% ou mais da vazão pela perda de chuvas em suas bacias. Isto torna os empreendimentos inviáveis”, ressalta.

Para compensar os baixos reservatórios, usinas termoelétricas serão mais acionadas, gerando mais poluentes, além de serem mais caras para operar. “Hoje, quando os reservatórios das hidrelétricas, estão em baixa, são acionadas termelétricas que emitem gases de efeito estufa, agravando o problema do aquecimento global, e que têm um custo elevado para as famílias e para a economia” completa o especialista.

Por: Central Press

Energia solar no Xingu reduz gasto com energia e muda vida de indígenas

Em 65 aldeias do território indígena foram instalados 70 sistemas fotovoltaicos, o que, além de substituir parcialmente o uso dos geradores, aumentou a oferta de energia nas aldeias.  Entrevistas em 15 aldeias com 117 pessoas mostrou que 53% dos indígenas que receberam a energia solar sentiram-se mais seguros no atendimento médico de urgência, contra 24% entre aqueles sem energia solar. Já na educação, 43% das aldeias com energia solar passaram a oferecer ensino noturno, contra 25% das demais.

 

Alta tensão

√ Aprovada audiência sobre qualidade dos serviços de energia elétrica. No Rio Grande do Sul.
√ Pegoraro defende manutenção do subsidio de energia elétrica para agricultores. O Governo Federal subsidia em torno de 30% do valor da energia elétrica do setor agrícola.
√ CPFL Energia registra lucro recorde de R$ 2,17 bilhões
√ Multinacional Industria Paraguaya Alcoholes vai investir R$ 800 milhões para produzir do milho Ethanol Bioenergia, em Nova Mutum (a 238 km de Cuiabá).

Muita energia nesta semana que se inicia, compartilhe nossas notícias. Este espaço é seu internauta. Abraço a todos.