#todospelaamazonia – Nas redes sociais manifestações contra o fim de reserva florestal na Amazônia

(Foto: Reprodução/ Instagram)

Celebridades e artistas, como a cantora Ivete Sangalo e a modelo Gisele Bündchen, se mobilizam nas redes sociais contra o decreto presidencial que autoriza, após 30 anos, a exploração mineral na Amazônia.

“Quanta notícia difícil de aceitar. Brincando com o nosso patrimônio? Que grande absurdo. Tem que ter um basta”, escreveu a cantora em seu Instagram.

A modelo Gisele Bündchen, que já havia se manifestado contra a lei na quarta-feira no Twitter, voltou a criticar a medida do presidente Michel Temer. “A Floresta Amazônica ajuda a manter o equilíbrio para que a vida possa continuar em nosso planeta. É nosso dever protegê-la. Nossa vida depende da saúde do nosso planeta”, afirmou a modelo.

(Foto: Reprodução/ Instagram)
(Foto: Reprodução/ Instagram)

Outras celebridades também se manifestaram contra o decreto, como a cantora Elba Ramalho, os atores Igor Rickli e Thiago Lacerda, e as atrizes Giovanna Ewbank e Marina Ruy Barbosa.

No momento, a hashtag #todospelaamazonia é uma das comentadas no Twitter e conta com a participação de usuários, artistas e organizações ambientais. Confira abaixo as reações:

A Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), uma área de, aproximadamente, 47 mil km² entre o Pará e o Amapá, está liberada para extração de ouro e outros minérios nobres. O governo quer fazer dinheiro e, como sempre, aponta com leilões. No decreto, assinado pelo presidente Temer, o governo “não afasta a aplicação de legislação específica sobre proteção da vegetação nativa, unidades de conservação da natureza, terras indígenas e áreas em faixa de fronteira”. A reserva foi criada em 1984, durante o regime militar.

O cobre no nome diz pouco: a reserva é rica também em tântalo, ferro, níquel e manganês. A avaliação do Ministério de Minas e Energia é que a área poderá se tornar algo de relevância mundial e despertar a atenção de mineradoras de todo o planeta.

Quem dá mais pela Eletrobras?

O governo já tinha planos de se desfazer de distribuidoras Eletrobras deficitárias ou pouco lucrativas.  Agora vai vender a galinha dos ovos de ouro, por cerca de US$ 19 bilhões. Negócio da China, para os chineses, cheios de apetite pelo setor elétrico, solar e eólico brasileiros.

Antes da famigerada caneta de Dilma Rousseff para subsidiar a estatal, o valor de mercado da Eletrobras era de US$ 26 bi, segundo levantamento do O Globo. O comitê de privatização do Ministério de Minas e Energia já bateu martelo com rapidez do raio de Thor, para fazer caixa e minimizar o impacto negativo nas contas públicas de quase 160 bilhões.

A próxima distribuidora que pode ir a leilão é a protegida do senador Aécio Neves, Cemig. Já pediram R$ 6 bilhões ao BNDES para levantar a empresa. Segundo a Reuters, a unidade brasileira da Enel Green Power, tem interesse no leilão das usinas de Miranda, São Simão, Jaguara e Volta Grande, que somam 2,9 gigawatts em capacidade instalada. A União espera arrecadar R$ 11 bilhões.

 

Alta Tensão

Diga NÃO ao desmonte do Licenciamento Ambiental

O PL do deputado Mauro Pereira recomenda a dispensa de licenciamento para atividades agropecuárias, criação do licenciamento autodeclaratório e a flexibilização das exigências ambientais. Se for aprovado, o projeto abre precedentes para que tragédias como o desastre de Mariana possam se repetir pelo país.

Mande um email (clique aqui se usa Gmail ou aqui se usa outros serviços de email) para os deputados pedindo que rejeitem esse texto que pode resultar em mais destruição e retrocesso para o país.

EUA e Brasil se envolvem em guerra comercial de biocombustíveis

O Brasil decidiu cobrar imposto de 20% sobre as importações de etanol que excederem um limite anual de 600 milhões de litros, um dia depois que o Departamento de Comércio dos EUA propôs multas aos produtores de biodiesel da Indonésia e da Argentina, afirmando que eles se beneficiam de subsídios nacionais.

Chinesa BYD fecha venda de 180 MW em módulos para usinas solares no Brasil

Maior fabricante global de baterias recarregáveis, a BYD disse que pretende começar a trazer a tecnologia de baterias de lítio de íon para sistemas elétricos ao Brasil em 2018. A companhia abriu uma fábrica em Campinas (SP) para montar localmente os módulos, comprados pela espanhola Cobra, do Grupo ACS, e que serão instalados na usina solar Guaimbê, que será construída em São Paulo.

** Com informações do G1 e da Revista Amazônia