UM COPO D’ÁGUA, 2 COLHERES DE SAL E FEZ SE A LUZ

A engenheira filipina, Aisa Mijeno, não é apenas brilhante, no melhor sentido da  palavra. Militante do Greenpeace, essa grande mulher conheceu as mazelas do  subdesenvolvimento mundial, onde mais de 1,3 bilhão de pessoas vivem sem  energia elétrica, segundo a ONU.

Eng Alija Filipinas
(Foto: Aisa Mijeno – divulgação)

Mijeno desenvolveu uma fonte de luz que precisa de apenas um copo d’água e duas  colheres de sopa de sal, para garantir oito horas de luz. Batizada como The Salt Lamp,  funciona com a água do mar. Seus eletrodos podem trabalhar durante um ano inteiro, alterando células galvanizadas que reagem quimicamente com a água e o sal, gerando energia. Mas precisa ser recarregada a cada seis meses. A matéria foi reproduzida em blogs de sustentabilidade pelo mundo.

(Foto: divulgação)
(Foto: divulgação)

Filipinas é um arquipélago com mais de sete mil ilhas, a maioria sem energia  elétrica. Por isso o invento tem uma grande relevância social. Muitas casas ainda  usam lâmpadas alimentadas por querosene. Igual aos filipinos, outros 670 milhões  de desafortunados pelo mundo ainda utilizam esse tipo de iluminação, o que provoca  pequenas tragédias com incêndios domésticos e intoxicação.

A The Salt Lamp será comercializada em breve e já existe até pré-venda em site da companhia.

Saiba mais no site da empresa (em inglês): http://www.salt.ph/

App Solar

Recife continua  iluminada por seus filhos acima da curva. Vem de lá a startup SiliconReef, pioneira na tecnologia chipset, conjunto que melhora a eficiência de  dispositivos móveis para bateria solar. Seu maior diferencial é oferecer funções  dispensando a necessidade de chips com função individual. Segundo a empresa, a  eficiência atinge até 30%.

A empresa quer negociar o produto em escala mundial e estima que  custará em  torno de US$ 1, com fabricação dos componentes em Israel e Taiwan.

 

Alta Voltagem

 

IBGE vê pressão de energia sobre inflação de agosto

O resultado do IPCA de agosto também trará pressão dos preços administrados. Já é dada como certa a influência de energia elétrica, taxas de água, esgoto, pedágios, ônibus e gás encanado. Para o Dieese são 10% no período de 12 meses entre agosto de 2014 e julho deste ano.

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Lei para energia mais limpa nos EUA terá oposição

Anunciada ontem pelo presidente Barack Obama, a nova lei que – pela primeira vez – vai impor limites às emissões de carbono de usinas de energia já enfrenta resistência, principalmente de políticos e de empresas de carvão.

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Geração eólica pode chegar a 3,5% da matriz de oferta elétrica em 2015 

A energia eólica pode chegar a 3,5% da Oferta Energia (até o final de 2015, um crescimento de 1,5 ponto percentual em comparação a 2014. Algo como 20 TWh,  suficiente para atender uma região de 30 milhões de habitantes.

Confira aqui o Boletim Mensal de Energia (maio de 2015)