Usina atômica em São Paulo, dá pra imaginar?

(Foto: Arquivo Eletrobras/ Divulgação)

O município de Angra dos Reis empresta o nome a duas usinas atômicas. Uma terceira, que deve gerar energia até 2020, está em obras envolta em suspeitas de corrupção na operação Lava Jato.

Com a crise energética, todo tipo de matriz pautou as ações do governo federal. E o governo de São Paulo, que abriu mão de algumas hidrelétricas na renovação dos contratos de distribuição, quer dar um choque de gestão em sua política estadual. Possivelmente atômico!

A medida pode ser mais chocante para os críticos da energia atômica. O secretário de Energia do Estado de São Paulo, João Carlos de Souza Meirelles, não economizou:

– Evidentemente, não podemos deixar de incluir, nos próximos debates, também a energia atômica. Hoje, por exemplo, 70% da energia da França é produzida por fissão nuclear. Com toda a segurança, temos condições de discutir isso, e São Paulo quer ser protagonista – disse ao Monitor Econômico, em sua passagem na Associação Comercial de São Paulo.

Se falta chuva, vamos então de fissão nuclear? Mas não é de hoje que SP namora esse tipo de usina.  Em 1966 foi inaugurado o Centro de Energia Nuclear na Agricultura, junto à FAU de  Piracicaba (SP). Lá desenvolvem-se pesquisas de traçadores radioativos para absorção de fertilizantes e metabolismo das plantas; radioisótopos na pesquisa de metabolismo de animais de corte e de produção leiteira.

Mas a energia atômica tem interesse mais forte da Marinha. Desde 1988, funciona em Iperó um centro experimental, sob tutela do Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares e da Marinha. O objetivo é construir um submarino nuclear.

Esse Centro detém a tecnologia do enriquecimento, oficina mecânica de precisão para usinar componentes do protótipo do reator; outra para montagem de equipamentos, uma base industrial para fabricação das ultracentrífugas e cascatas, além de um laboratório de enriquecimento isotópico.

O Programa Nuclear Brasileiro abriga mais de três mil instalações que explora, de alguma maneira, a energia nuclear: da saúde aos produtos químicos. Vale lembrar que o Brasil  é top ten entre as maiores reservas de urânio, ocupando a sexta posição mundial e detém a tecnologia de enriquecimento.

Esse é um debate que vai acender outras polêmicas. Os defensores da matriz energética sustentável e limpa não vão deixar de colocar na balança o problema dos resíduos radioativos. Armazenamento exige cuidados severos e vigilância internacional além dos satélites e comissões. Sem falar nos treinamentos para quem vive no perímetro da edificação. Segurança é tudo, até nos debates sobre energia nuclear.

 

Alta Tensão

 

Comitê autoriza desligar 21 térmicas de maior custo

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) vai desligar 21 usinas térmicas com custo (CVU) acima de R$ 600/MWh.   Com essa medida, a economia deve somar R$ 5,5 bilhões em 2015.

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AES Tietê usa drone para monitorar reservatórios 

A comercialização de energia do grupo AES Brasil, investe em drone ou Veículo Aéreo Não Tripulado (Vant) para sobrevoar a as áreas da empresa em busca de possíveis mudanças de relevo, ocupações e desmatamentos. A companhia investiu R$ 200 mil no dispositivo.

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Cabos em rios vão levar internet a índios no AM

O projeto Amazônia Conectada pretende levar 7.800 km de cabos de fibra óptica pelo leito dos rios do Amazonas, Estado que concentra a maior parcela de floresta, interligando quase 4 milhões de pessoas à banda larga. Mais de 50 municípios serão conectados. Estimado em R$ 500 milhões, envolve três ministérios e o Exército. Dez quilômetros já foram instalados na etapa piloto, em Manaus (AM).

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