2062: Ano em que surgirá o primeiro humano clonado

(Foto: Freepik)

O ano era 1997. A ovelha, Dolly. O que tinha de especial? O mamífero ruminante bovídeo era clonado. Depois, em 2003, O primeiro clone humano nasceu, segundo afirmou a química francesa e integrante da seita raeliana, Brigitte Boisselier.

A menina chamada Eve teria nascido de cesárea com 3,1 quilos. Depois, disse ela, que uma criança clonada nasceria nos Estados Unidos como cópia genética de sua mãe, tudo em segredo, desafiando todos os dogmas.

Os raelianos acreditam que o homem foi introduzido na Terra por extraterrestres há 25 mil anos. Com pouco mais de 55 mil seguidores, pregam a vida eterna. Mas o anúncio que chocou o mudo veio da Itália, com o médico italiano Severino Antinori, que anunciou em Roma o primeiro clone humano. Quase precisou de um clone para sair às ruas. Ele provocou ceticismo e indignação na comunidade médica e científica e foi muito criticado.

Mas a clonagem seria uma forma de vida eterna? É o que pensam os investidores das cópias do homem. Entre eles estão os que querem reviver nossos primordiais: o neandertal. Dá pra acreditar? a raça extinta e sobreposta pelo Homo Sapiens, dizem os cientistas, poderia reviver através do clone? Bastaria fertilizar em um óvulo humano com material genético dos restos mortais dos supostos trogloditas, segundo o cientista George Church.

O governo da China foi pioneiro ao aprovar, as primeiras regulamentações permitindo pesquisa com clonagem de embriões humanos, para retirada de células-tronco. Mas os cientistas advertem contra os perigos observados na clonagem de animais: anomalias no coração, nos pulmões, no sistema imunológico e no fígado, além de obesidade, alto índice de mortalidade antes ou imediatamente depois do nascimento, câncer e envelhecimento precoce. Informação corroborada pelo professor Ian Wilmut, pai da Dolly.

A clonagem humana é proibida em cerca de 30 países, mas alguns Estados admitem sua utilização para fins terapêuticos e não reprodutivos. Mas o avanço da Biotecnologia é que vai definir o futuro. Criar seres que podem ser melhorados, na condição da pesquisa e das necessidades sociais, exige segurança e que a amoralidade prevaleça. Ou no limiar do futuro, a ciência e os moralistas sejam convencidos com argumentos irrefutáveis do contrário. Quem viver, verá!