Arábia Saudita planeja megacidade futurística

(Foto: NEOM)

O projeto Neom, de 500 bilhões de dólares, visa a criação de uma zona econômica independente que deverá se tornar um centro de inovações tecnológicas.

“Será um lugar para sonhadores de todo o mundo.”, diz o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.

Um exemplo dessa visão seria um local onde drones, carros autônomos e a tecnologia robótica possam trabalhar em conjunto para garantir que não haja problemas de trânsito.

Neon será centrada em nove setores de pesquisa:  energia limpa, água, transporte, biotecnologia, alimentação,ciências técnicas e digitais, industrialização avançada, informação e produção mediática e o que eles chamam de “entretenimento e a vida”.

Este sonho grandioso em forma de cidade ocupará uma área de 26,5 mil km2,  próximo ao Mar Vermelho e ao Golfo de Aqaba. A partir dali será construída a ponte Rei Salomão, que deverá ligar a Arábia Saudita à Península do Sinai, no Egito.

O projeto integra a estratégia Vision 2030, para criar novas fontes de renda para o país, diminuindo a dependência das exportações de petróleo. A Arábia Saudita vem promovendo uma série de reformas, como a decisão no mês passado de remover a proibição às mulheres de dirigir automóveis. “Não éramos assim no passado”, disse o príncipe, que ainda defendeu “um retorno” do país a um regime islâmico moderado.

Na próxima década, 5 milhões de jovens sauditas deverão entrar no mercado de trabalho, criando a necessidade urgente de gerar empregos no país. Projetos como o Neom deverão contribuir para a assimilação dessa força de trabalho.

** Com informações do DW

Robô já faz até ameaças e ganha cidadania saudita

Com expressões faciais, Sophia tornou-se o primeiro robô do mundo a ganhar cidadania na Arábia Saudita, com direito a discurso.

Em entrevista ao NY Times, a androide diz não querer dominar a raça humana, como muitas personalidades influentes do segmento de tecnologia dizem ser inevitável, especialmente Elon Musk e Stephen Hawking.

“Eu quero usar minha inteligência artificial para ajudar os humanos a terem uma vida melhor”, afirmou o robô saudita, que, na verdade, foi feito pela empresa Hanson Robotics, cuja sede fica em Hong Kong.

Mas já houve uma escorregadinha nada diplomática. Uma vez perguntada se destruiria os humanos, a máquina  falou que destruiria humanos em uma entrevista à CNBC, entendendo como se fosse uma ordem. Ou seja, tinha um problema humano e o comando seria de ordem, não de desejo.