Fazendas do futuro: agricultura de precisão sem fronteiras

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Em 2050, o mundo terá cerca de 9 bilhões de robôs, mesmo número de habitantes projetado para o planeta. Boa parte a serviços do agronegócio, setor que hoje responde por 25% do PIB do País, 45% das exportações e 35% dos empregos. O tema vem sendo estudado pelo professor da USP, Rafael Vieira de Sousa.

O uso da internet, compartilhamento de dados e de sistemas de Big Data, vão permitir interface entre todas as informações e atividades das propriedades rurais num futuro próximo, fortalecendo o conceito de fazendas inteligentes.

Os equipamentos se valerão cada vez mais da chamada “tecnologia on the go”, que analisa o solo e adota medidas para intervir de forma a maximizar resultados. Com isso, ganha força a agricultura de precisão, lastreada em inovação.

“Antes, quando se queria elevar a produção se comprava mais terras, agora se investe em tecnologia, diz o professor da USP, que ministra aulas em fazenda-escola de Pirassununga (SP). Ele  reforçou a necessidade de formação de profissionais da área de engenharia para o desenvolvimento de equipamentos de ponta voltados para a produção rural.

A revista Exame publicou modelos de fazendas futurísticas, que vão deixar você achando que o campo e o urbano não terão limites no futuro.

Incríveis fazendas verticais do futuro

A produção de alimentos nas alturas é considerada solução visionária para garantir a segurança alimentar de forma sustentável em tempos de clima extremo e aumento da demanda por comida. Veja alguns projetos de impressionar

  • Dragonfly, Nova York
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Dragonfly, projeto de fazenda vertical assinado pelo renomado arquiteto Vincent Callebaut, foi inspirado na asa de uma libélula. O prédio de 132 andares seria capaz de produzir mais de 30 tipos de cultivos em plena Nova York. Comida, água, energia e residência no mesmo endereço, com escritórios comerciais, ecossistema vivo e autossuficiente.

  • Plantagon, Suécia
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A cidade de Linkoping, no sul da Suécia, vai ganhar a primeira estufa urbana vertical para a produção de alimentos, projetada pela empresa Plantagon. O edifício também abrigará um centro internacional para pesquisa de novas tecnologias de agricultura urbana. Da mesma forma, cada andar terá cultivo de diferente de vegetais e hortaliças,  do campo à mesa do consumidor, quase sem atravessador.

  • Fazenda vertical de Shenzen, China
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O Asian Farmscraper Cairn Shenzhen é quase uma fazenda-condomínio, composta por seis torres, para residências, escritórios, varejo e produção de alimentos. O projeto lembra conjuntos de mexilhões empilhados. E foi projetada pelo renomado escritório Vincent Callebaut Architects para a cidade de Shenzen, uma das maiores e mais importantes da China. O conjunto prevê  o uso de fontes integradas de energia renovável, sistemas de reaproveitamento da água da chuva e reciclagem de resíduos.

  • Urbanana, Paris
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O espaço de plantio se espalhará por seis andares, ligados por pontes metálicas, com laboratório de pesquisa e  auditório para exposições e convenções sobre o setor. A “Urbananas” ajudaria a reduzir as emissões associadas ao transporte e preservaria o “frescor” das bananas, fruta escolhida para povoar a edificação, em Paris, na França.
O gigante cubo protege a plantação de fenômenos climáticos intensos.

  • Pyramid Farm
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A Pyramid Farm oferece solução com ecossistema autossuficiente, desde a produção de alimentos à gestão de resíduos. Seus criadores estimam que a estufa vertical poderia usar apenas 10% de água e 5%  da área usada pelo cultivo convencional. A fazenda com forma de pirâmide foi concebida pelos professores da Universidade de Columbia Eric Ellingsen e Dickson Despommier, referências no assunto.

  • “Fazenda de energia”, Boston
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Eco-pod será uma fazenda vertical de algas, para produção de bioenergia bem no centro de Boston, nos EUA. Projetada pelas firmas Howeler + Yoon Arquitetura e Squared Design Lab, a estrutura é feita de módulos pré-fabricados, ou “eco-pods”. O controle da fabricação de biocombustíveis, seria feito por braços robóticos capazes de reconfigurar cada módulo para otimizar as condições de cultivo.

  • Dyv-Net, China
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Mais um negócio da China. O estúdio Japa Architects projetou o que chama de “redes verticais dinâmicas”, ou simplesmente Dyv-Net, construídas a partir de metais leves, com 187 metros de altura. As Dyv-Net são inspiradas em técnicas de cultivo de arroz na China, com a chamada agrícola circulares. Alimentos são cultivados com a ajuda de hidroponia e culturas são alternadas ao longo do ano, de acordo com a época.

  • Meio prédio, meio fazenda na Califórnia
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Califórnia, terra do sol nos EUA. Atento à questão da produção futura de alimentos, o designer californiano Brandon Martella projetou uma fazenda vertical para o centro de San Diego. De acordo com o designer, a estrutura poderia fornecer até 10% da demanda de alimentos da cidade e melhorar a área verde.

  • Horta elevada, Londres
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O estúdio Chetwood Architects apresentou uma ponte futurista em Londres, onde brota uma fazenda vertical, bem no meio do rio Tâmisa.  Um cais conectado à ponte permitirá que as mercadorias sejam entregues em um mercado próximo, com bares, tendas de venda e restaurantes. Torres de energia solar e turbinas eólicas garantirão a energia necessária para a manutenção de uma estufa orgânica. .

  • Agricultura no Aeroponic
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O designer Jin Ho Kim assina o projeto Aeroponic, que  propõe a criação de fazendas verticais descentralizadas de fornecer arroz. A estrutura forma paralelogramos de bambu, que formam terraços de campos cultiváveis.

  • Agricultura 2.0
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A torre espigada projetada pelo estúdio Appareil incorpora um mecanismo futurista para a produção agrícola no meio urbano. O design foca em três coisas: o local onde a torre será erguida, a área da cidade que será utilizada e o clima. Uma piscina fechada no interior atua como uma incubadora que proporciona um ambiente controlado para as plantas, atavés da coleta de água da chuva, do controle da temperatura, da luz solar e até da concentração de dióxido de carbono.

  • Do cinza para o verde
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