Físico teletransporta raio laser, mas está longe de repetir isso com humanos

(Foto: Pixabay)

Na série jornada das estrelas, Star Trek, capitão Kirk e companhia conseguem até saltar de um planeta a outro, de volta pra nave. Os cientistas até imaginam como teletransportar gente, mas não tem nada a ver com ficção científica.

Ideia descartada na década passada, quando o físico americano Charles Bennett demonstrou que o teletransporte é possível, mas com uma condição: o que chega ao destino não é o passageiro, mas um xerox do sujeito. Seu corpo, suas memórias, emoções e tudo o mais estariam na cópia, só que materializados em átomos diferentes. Ou seja, uma impressora de gente. E o que aconteceria com quem ficou no local? Muitas perguntas, poucas respostas.

O entrelaçamento é a chave para o teletransporte. “Ele permite montar partículas com propriedades idênticas mesmo que uma esteja longe da outra”, diz o próprio Charles Bennett, criador dessa teoria de teletransporte. Só para dar um exemplo: em um teletransporte entre São Paulo e Plutão, se uma partícula fosse alterada por aqui, a outra se modificaria instantaneamente no distante planeta. O mais incrível é que essa ideia maluca já funcionou na prática, explica a revista Super interessante.

Na escala atômica, a história é outra: há alguns anos, cientistas conseguiram “teleportar” uma partícula a uma distância de 16 quilômetros. Colocamos entre aspas porque, na verdade, eles não teleportaram exatamente a partícula, mas suas informações quânticas – o que não deixa de ser um feito surpreendente.

O físico inglês Samuel Braunstein, da Universidade de York, na Inglaterra, usou o entrelaçamento para teletransportar um feixe de raio laser em um laboratório. “Mas os elementos luminosos são muito mais simples que um átomo. Para teletransportar uma pessoa, a quantidade de informações seria trilhões de vezes maior. Resta saber quando lidaremos com isso de forma precisa”, diz Braunstein

Outro problema : “Você precisaria de dois equipamentos – um gerador de emaranhamento no ponto A e um receptor de emaranhamento no ponto B”, explica o físico Sidney Perkowitz, da Universidade Emory, em Atlanta (EUA).