Inteligência artificial e a polícia do futuro ou soldados na guerra

(Foto: Pixabay)

Nas séries de TV, pincelam as câmeras o que poderia mudar o policiamento em futuro próximo. Mais tecnologia, muito mais câmeras de vídeo e super computadores, seja fisicamente numa sala, ou na forma de um corpo-ciborg.

Tom Cruise no filme Minority Report, mostrou que a polícia impedia crimes antes que acontecesse. Outras séries avançam ainda mais na futurologia do crime intergalático. Mas como responder a questão da segurança num futuro cheio de megas corporações e menos estados?

Em 2050, humanos serão o assistidos pela inteligência artificial até no menor detalhe, dizem os especialistas. É aí que o perigo residirá? Quais os limites? Leis serão aplicadas no rigor das palavras e interesses? A Justiça vai acompanhar esse processo ou tribunais regidos por AI aplicarão o ditado: “aos inimigos a lei”?

Neste presente, autoridades chinesas começaram a usar um sistema de reconhecimento facial e inteligência artificial, para encontrar fugitivos e criminosos. A polícia foi capaz de prender um fugitivo no meio de 60 mil pessoas. Procurado por “crimes econômicos”, o homem de 31 anos foi encontrado com sua esposa e amigos em um show do cantor chinês Jacky Cheung.

A China, país cuja meta é liderar aplicativos de AI em 2030, conta com uma rede de vigilância com mais de 170 milhões de câmeras. O sistema também ajuda a multar as pessoas. Isso sim que é elevar o patamar da indústria das multas.

FATOS QUE ACONTECERAM, SEGUNDO O JORNAL EL PAIS:

– Alguém pode tirar sua foto na rua e conseguir saber quem você é. Acontece na Rússia.
– Alguém pode atravessar a faixa de pedestres e pegam sua foto atravessando indevidamente nas paradas de ônibus após identificá-lo com a imagem captada por uma câmera de segurança. Acontece na China.
– Uma pessoa pode receber a visita inoportuna da polícia porque o algoritmo falhou e a identificou. Aconteceu nos Estados Unidos, em cinco ocasiões, com cinco pessoas, em 2015, como admitiu a polícia de Nova York.

George Orwel foi quase um profeta no seu livro 1984!

Elon Musk encabeça uma petição à ONU para proibir os ‘robôs soldado’

Elon Musk, fundador da Tesla e da Space X, assinou em 2015 uma carta na qual expressava sua preocupação com o desenvolvimento dos robôs assassinos e pedia à ONU que tomasse posição com um veto internacional. A petição foi assinada também por Steve Wozniak, cofundador da Apple, e o cientista Stephen Hawking.

“Uma vez desenvolvidas [as armas autônomas], permitirão que conflitos armados sejam travados em uma escala maior do que nunca, e em escalas de tempo mais rápidas do que os humanos podem compreender. Estas podem ser armas de terror, armas que os déspotas e os terroristas usam contra populações inocentes, e armas hackeadas para comportar-se de maneira indesejável. Não temos muito tempo para agir. Quando a caixa de Pandora se abrir, será difícil de fechar”, afirma em seu último parágrafo.