Livro – a janela da liberdade de expressão

(Foto: Pixabay)

Sem dúvida o Brasil é um país diferente, para o bem ou para o mal. Descoberto oficialmente em 1.500, só foi editar o primeiro livro para seu povo após a chegada da família real portuguesa ao país, que fugia de Napoleão, em 1808. Até então era proibido. P.Q.P. diria o velho e o novo português. Essa mania de proibir, limitar, furtar a verdade, enganar, talvez venha desses que governavam através da farsa. Proibido está e ponto final.

Claro que não foram apenas os nossos colonizadores que impediram a circulação da informação e da cultura. Em vários momentos da história universal, o livro foi proibido. Hitler foi além, queimou os livros.

Neste tempo atual e bicudo, quando tudo se debate tudo se opina e não se respeita o pensamento alheio, poderíamos parar alguns minutos e raciocinar sobre o odioso ato da censura, da hipocrisia e da vilania. Não será calando o outro que vamos encontrar o nosso caminho.

Durante a última ditadura, a militar no Brasil, tivemos todo tipo de censura. Na música, na imprensa, nas artes. Proibir é atrasar, é impedir o conhecimento. Neste dia em que comemoramos o Dia Nacional do Livro, quero lembrar uma iniciativa no final dos anos 60, na cidade de São Paulo. Era um período de proibições, perseguições e mortes e foi exatamente nesse contexto que um grupo de intelectuais resolveu criar uma livraria diferente para os padrões da época, O PONTO DE ENCONTRO, na Galeria Metrópole, no centro da cidade. Eram três andares que permitiam a livre circulação de livros, discos e pessoas. Um local onde se podia ouvir, falar e debater o que proibido era para toda uma nação. Seu criador, José Carlos Meirelles, reuniu vários intelectuais da época e deu voz a resistência.

Os ditadores nunca querem a difusão de idéias, querem a propagação de seus nefastos ideais. Viva o livro, o mais antigo disco rígido da história.