MASP – um caso de amor de 70 anos

(Foto: Divulgação)

Assim como uma mulher, o que nos atrai, num primeiro momento, é a forma e exuberância.

Assim podemos descrever o MASP – Museu de Arte de São Paulo. Em plena Avenida Paulista, foi projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi, em 11 mil metros quadrados, 5 pavimentos e 74 metros de vão livre. Um cartão postal da cidade.

Assim como uma mulher, o que nos encanta é o seu conteúdo, a arte em seu interior. Fundado em 1947, pelo jornalista e empresário das comunicações Assis Chateaubriand e pelo jornalista e crítico de arte italiano Pietro Maria Bardi, foi instalado no centro de São Paulo, na sede dos Diários Associados de Chateaubriand até a inauguração da sua sede definitiva em 1968, pela Rainha Elizabeth II da Inglaterra.

Seu acervo possui cerca de 8 mil obras de importantes artistas como Renoir, Matisse, Monet, Manet, Toulouse- Lautrec, Van Gogh, Cézanne, Modigliano, Gaugin , Rafael, Botticelli, Ticiano, Bellini, Degas, El Greco, Goya, Velázquez, Picasso, Anita Malfatti, Portinari, Brecheret, Almeida Junior e Di Cavalcanti.

À esquerda, a obra “Passeio ao Crepúsculo” de Vincent Van Gogh e à direita, “A condessa Adèle” de Toulouse-Lautrec (Fotos: Divulgação/ Acervo Masp)

Entre as principais obras está o quadro – Rosa e Azul – ou – As Meninas Cahen D’ Anvers – de Pierre- Auguste Renoir. É considerado um dos principais museus do mundo numa referencia a obras do século 19.

Setenta anos depois, o MASP é uma referencia nas artes e na arquitetura. Idealizado por
Chateaubriant e construído pelo talento do casal Pietro e Lina, é cenário das artes e seu vão palco de manifestações públicas do povo da cidade.

(Foto: Divulgação/ Masp)

Pietro Maria Bardi cuidava do MASP como um filho. Não esqueço o que aconteceu naquela
manhã de 13 de Outubro de 1982. Os muros mais uma vez tinham sido pichados pelos
políticos em campanha. Pietro, com muita raiva, pegou um pincel e tinta vermelha e escreveu sobre a pichação: MERDA, MERDA. Nós, jornalistas que fomos recebidos na porta do museu, ele repetiu as mesmas palavras escritas, momentos antes. O sangue italiano falou mais alto, contra os políticos que insistiam em pichar o cartão postal de São Paulo. Ícone de cultura.

Parabéns pelos 70 anos do MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO.

Saudades de Pietro e Lina, o casal italiano que dedicou seu talento e sua arte à nossa cidade.

(Foto: Divulgação/ Masp)