Os 250 anos de Piracicaba

(Foto: Helvio Borelli)

Caipiracicabanidade, só um “nomão” desses para retratar um lugar que assumiu, nas letras e nos costumes, o jeito autêntico do caipira brasileiro, o Piracicabano.

Piracicaba foi fundada no lugar dos caipiras, que os índios usavam para indicar os moradores do interior, e nós caras pálidas também.

A cidade foi fundada em 1º de agosto de 1707 e, em 2017 completou 250 anos.

O livro “250 anos de Caipiracicabanidade” traça o roteiro histórico da cidade pelas letras do escritor Cecílio Elias Netto e pela arte do editor Arnaldo Branco Filho. Ao folhear as suas 252 páginas, contemplar suas fotos e compreender seu texto, o leitor se depara com a rica história de seu povo e de sua arte.

Belezas naturais, artes plásticas, literatura, a cidade é um mix da brasilidade. Seu povo é uma mistura dos índios que chegaram primeiro, dos portugueses, árabes, negros, italianos e tantas outras nacionalidades que deram vozes e o jeito caipira, de ser e de falar. É gostoso ver e sentir o orgulho de sua gente em falar e ser verdadeiramente caipira, oficialmente propriedade imaterial da cidade.

O livro, bem esse que você tem que ler e ver. Adianto que é uma prova de amor do autor pelo seu lugar. Amor que ele traduz no final de um poema que escreveu para a cidade com jeito caipira: “Minha noiva, moça e menina, meu amô, noiva da colina. Parabéns prá vos mecê”.

Se você um dia visitar Piracicaba, no interior de São Paulo, não deixe de passar pela Rua do Porto, na beira do rio que leva o nome da cidade. Lá tem peixe bom, um cuscuz maravilhoso e uma cachaça que um dia alguém resolveu misturar com limão e açúcar e deu o nome de CAIPIRINHA, um dos símbolos da cultura do Brasil.

 A obra Caipiracicabanidade é uma realização é do ICEN- Instituto Cecílio Elias Netto, entidade fundada pelo autor para preservar e difundir a cultura da cidade e contou com apoio cultural das empresas Caterpillar, Hyundai, Romi e Unimed.