Cápsula biodegradável, comestível e armazena água: só podia ser startup

(Foto: Divulgação)

Começamos a semana falando de inovação. Em se tratando de startup poderia ser redundante. Mas, em alguns casos, a redundância e aplica perfeitamente, como é o caso da Skipping Rocks Lab. De Londres, a startup idealizadora da cápsula biodegradável, garante que o custo de produção é mais barato em comparação ao plástico, emite cinco vezes menos gás carbônico e gasta nove vezes menos energia elétrica na fabricação.

“Ooho”, nome do produto, pode embalar outros líquidos, como refrigerantes e cosméticos com a cápsula. Segundo a empresa londrina, a ideia é se opor à embalagem PET. Feito 100% de plantas e algas que se degrada em até seis semanas, Ooho poder ser consumido, aromatizado e colorido.

A ideia da startup foi utilizada na maratona de Londres, em 2018. Na edição, a organização do evento distribuiu 920 mil garrafas de plástico aos participantes. Cada garrafa de plástico pode levar entre 450 e mil anos para se decompor. A iniciativa permitiu a redução de 920 mil garrafas para 704 mil, uma queda de 23%. Essa foi a primeira vez que a cápsula foi utilizada em uma maratona.

Deu no Estadão: Internet ruim ou falta de conectividade prejudica agrotechs 

Maior celeiro agrícola e pecuário do Hemisfério Sul, o País tem cerca de 300 companhias do tipo, com investimentos estimados em R$ 100 milhões ao ano, capazes de oferecer ao produtor qualquer tipo de serviço. Mas a falta de conectividade nas fazendas e de integração dos dados ainda são problemas a serem driblados até mesmo para a economia criativa.

Estima-se que 90% das propriedades do Brasil são pequenas e 67% dos produtores não utilizam tecnologias que dependam de conexão. Uma das iniciativas é o ConectarAgro, formado por grandes grupos do setor, como a CNH Industrial, a AGCO e a Jacto, com empresas de tecnologia e telefonia.

“O projeto irá levar internet para as propriedades de um modo que realmente conecte tudo, seja simples, com um sistema aberto e acessível para o pequeno e grande agricultor”, explicou Marco Aurélio Milan, especialista de produto na área de agricultura de precisão da New Holland, uma das marcas da CNH Industrial.

Deu na Globo Rural: Mais de 20% de startups do agro faturam mais de R$ 1 milhão

(Foto: Divulgação/ Abstartups)

Informação é do presidente da Associação Brasileira de Startups, Amure Pinho, que fez mapeamento do segmento no Brasil.

Há 182 agrotechs em atividade no país, ainda em fase inicial e possui de três a dez funcionários, diz em entrevista exclusiva à Globo Rural. Até 23% delas já faturam mais de R$ 1 milhão ao ano. Outros cerca de 25% faturam entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão ao ano. Um dos dados que chama atenção é a quantidade de empresas que tem um programa/ software como produto.

Segundo o mapeamento, 76% usam essa forma, conhecida como SaaS (Software/ programa como um serviço, na tradução para o português) para gerar receita. E 69% dos negócios estão dedicados a resolver problemas da porteira para dentro.

Boas notícias essa semana. O protagonismo das startups é um trilho de mão única. Até semana que vem!