Israel integra universidades a startups de agrotech

(Foto: Unsplash)

Na reportagem do R7 achei interessante o conceito de ‘Kibutzim tecnológicos’, que se define pela integração semelhante ao dos kibutzim (cooperativas agrícolas) e essencial para a atividade, segundo afirma Shay Fleishon, diretor executivo da BioJerusalem, que funciona como uma consultoria para as empresas. Por lá acontece até o dia 15 o primeiro Start Jerusalém 2018.

A Universidade de Jerusalém abriga  startups, que têm aprimorado ideias nas áreas de genética, biotecnologia, life science (ciência da vida), química, food tech (produção de alimentos e bebidas), utilizando tecnologia e laboratórios do campus, só pagando aluguel das sedes, com preço subsidiado.

“A velocidade das inovações seria muito mais lenta se não houvesse essa integração”, diz Fleishon.

Mas a ordem, dentro dessas instituições que ajudaram a formar Israel nos anos 50 e 60, é manter a essência colaborativa. Mais um ponto em comum com as startups. O escritor Saul Singer, especialista na área de ciências da vida, remete a comparação à origem de Israel.

“Israel mesmo é uma startup, nasceu de uma ideia para se desenvolver.”

Panorama legal das startups para empreender, segundo Nelm

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Startup do comprador de floresta

Ecosia, nasceu do sonho de  Christian Kroll em plantar árvores. Desde 2009, ela conseguiu plantar 40 milhões de novas árvores no mundo com sua plataforma que funciona assim: a plataforma de busca, como o Google ganha dinheiro quando um usuário clica em um anúncio. Os recursos então são redirecionados para financiar o plantio de árvores em locais onde são mais necessárias.

No Web Summit 2018, Kroll usou como exemplo Burkina Faso. Lá, a Ecosia financiou o plantio de milhares de árvores, compartilhou conhecimento com os moradores das aldeias próximas a uma área desertificada para que o plantio fosse feito de forma a reduzir a perda de sementes. Alguns meses depois do plantio, depois da temporada de chuvas, as sementes começaram a brotar e a área então desertificada começa a ficar verde.

“Estamos reconstruindo uma savana saudável, capaz de fornecer recursos para as vilas, como grama para a alimentação dos animais, sementes e frutos para os humanos, e até madeira para fazer fogueiras”, diz Christian Kroll. Antes do projeto, diz ele, as pessoas pensavam em se mudar, mas agora têm condições de construir um futuro na região onde nasceram.

Segundo os dados da Ecosia, o mundo tem hoje 4 trilhões de árvores, e há espaço para pelo menos mais um trilhão. “Isso não é só legal, é importante para nossa sobrevivência enquanto espécie”.