ENERGIA TRANSFORMA TUDO, ATÉ FEZES DE ANIMAL EM ELETRICIDADE

Imagine cada pasto, cada curral ou chiqueiro desse país com sua usina de geração elétrica interligada ao Sistema Nacional de Energia. Sim, estamos falando da possibilidade concreta de transformar dejetos em correntes de geração de energia. E temos um potencial gigantesco, com gigantesca pecuária e produção suína top no planeta.

Não é a toa que o Brasil tem 23 bilhões de m³ de biometano para serem explorados, segundo Cícero Bley Jr, representante do Brasil na Agência Internacional de Energia. Ele disse em reportagem à Folha de SP que “o país poderia gerar até 12% de toda a energia consumida a partir de fezes dos animais; hoje essa fatia é de apenas 0,05%, por falta de estímulo do governo.

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(Foto: Tech Guru)

Na reportagem, o exemplo do paranaense José Carlos Colombari, criador de 5.000 porcos, que empestiavam sua propriedade com cerca de 100 mil litros de esterco e efluentes líquidos por dia. Ele decidiu instalar um biodigestor para tratar os resíduos, produzir biogás e gerar energia elétrica. Gastou R$ 350 mil para o sistema de coleta dos dejetos, construir o biodigestor e armazena cocô processado. Ele produz 750 m³ de biogás por dia, suficiente para tornar sua propriedade autossuficiente, com economia mensal de R$ 5 mil.

Outro exemplo: o granjeiro Nilson Haake cria 84 mil aves. Os excrementos servem de matéria-prima para abastecer os seus veículos. “O gás abastece o motor de um ônibus com capacidade para 120 passageiros, além de emitir 80% a menos de poluentes. Haake investiu R$ 130 mil na construção e instalação do sistema.

Atualmente, cerca de 12% da energia que move o planeta vem do biogás, ou seja, do cocô de estimadas 1,34 bilhão de vacas, 1,8 bilhão de cabras e ovelhas, 941 milhões de porcos e 18 bilhões de galinhas. Muito gás e muitos gases!

 

Alta Voltagem

 

11.261 MW em 341 projetos para leilão de energia solar

Em novo leilão, a luz do sol vai brilhar no cenário energético brasileiro. A Bahia tem o maior número de empreendimentos habilitados, 125 ao todo, somando 3.998 MW de potência. Em segundo lugar vem o Piauí, com 61 projetos, que poderão adicionar 2 mil MW ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O Rio Grande do Norte vai concorrer com 37 projetos (1.293 MW); Pernambuco com 31 empreendimentos (1.064 MW); São Paulo com 30 (1.109 MW) e Minas Gerais com 22 projetos (767 MW).