A Música na Terceira Idade

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Pesquisas comprovam que até mesmo vítimas de derrame cerebral podem ser favorecidas com o uso de melodias no tratamento. A música estimula o sistema nervoso, ativando áreas do cérebro, e acelera o processo de recuperação. Além disso, pacientes com problemas no sistema cardiovascular apresentam melhoras visíveis, ao escutarem canções agradáveis, já porque ajudam a promover a dilatação dos vasos e aumentam o fluxo sanguíneo. A música é uma terapia adicional no tratamento de distúrbios neurológicos, mentais ou comportamentais; é um recurso complementar e integrativo.

Um estudo realizado pela Universidade George Washington, na capital dos Estados Unidos, junto a um grupo de pessoas da terceira idade participantes de corais, revelou que o simples ato de cantar repercute na diminuição da necessidade de consultas médicas e medicamentos, assim como menores índices de depressão.

Desde a antiguidade, a música é usada para tratar doenças, mas essa técnica só passou a ser estudada no meio científico a partir do século XVIII. O filósofo grego Demócrito afirmava que a melodia de uma flauta conseguia combater as picadas de serpentes venenosas. Atualmente, sabe-se que os sons harmônicos promovem ao corpo sensação de prazer e bem-estar.

*Délia Matos é musicista, maestrina e proprietária da Clínica Délia Matos.