Museu do Amanhã é eleito construção verde mais inovadora

(Foto: Divulgação)

O Museu do Amanhã foi eleito o “Edifício Verde Mais Inovador” pelo prêmio internacional MIPIM, que seleciona os mais projetos – construídos ou em fase de construção – mais notáveis do mundo.

O marco de revitalização da Região Portuária do Rio de Janeiro é o primeiro museu brasileiro a vencer a premiação e superou concorrentes, como a sede da Siemens, em Munique; o edifício residencial 119 Ebury Street, em Londres; e a fábrica da Värtan Bioenergy, em Estocolmo.

“Estamos muito felizes por mais este reconhecimento que recebemos. A premiação coroa um esforço constante do Museu do Amanhã em aliar inovação e sustentabilidade. Além de incentivar a discussão sobre assuntos como utilização da energia solar e a recuperação da Baía de Guanabara no nosso dia a dia, a intenção desde o início era incorporar esses temas ao próprio edifício. E o resultado anunciado hoje mostra que estamos no caminho certo“, comemora Ricardo Piquet, diretor-presidente do museu.

Assinada pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, a arquitetura do Museu do Amanhã é voltada para o melhor aproveitamento de recursos naturais da região, como a captação da luz solar para gerar energia elétrica e o uso das águas geladas do fundo da Baía de Guanabara no sistema de ar-condicionado.

A estimativa é que, por ano, sejam economizados 9,6 milhões de litros de água e 2.400 megawatts/hora (MWh) de energia elétrica, o que seria suficiente para abastecer mais de 1.200 residências.

Desde o início de sua construção também foram adotadas para sustentabilidade, como a redução e correta destinação de resíduos para reciclagem e a preferência a materiais com componentes reciclados, baixa toxidade, alta durabilidade e produzidos próximos ao local da obra, além da utilização de madeira certificada FSC.

O Museu do Amanhã está localizado na Praça Mauá, 1, Centro, Rio de Janeiro. Para mais informações, acesse http://www.museudoamanha.org.br/